segunda-feira, 23 de maio de 2016

A palavra


Esta imagem foi retirada da revista da C.M. da minha terra. Conseguem encontrar 'aquela' palavra que eu uso em vez de...? ;) Afinal, não sou a única.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Ao meio-dia, ou carrega ou alivia

   Depois de tantos anos presa em nenhures, só um dilúvio é que me impede de sair à hora do almoço.
   Carregou bem. Agora, está a aliviar. 

domingo, 8 de maio de 2016

Deptford Goth - Life After Defo

Um extraordinário álbum já com uns anos que nunca me canso de ouvir. Há 3 anos, escrevi isto.
Em escuta contínua no S.

Life after Defo dá o título ao álbum. Aqui está o vídeo:

sábado, 7 de maio de 2016

Lydia Davis - Não Posso nem Quero

   Esta colectânea de contos de Lydia Davis tem histórias tão pequenas, micro-relatos, como contos de várias páginas, escrevendo sobre a morte da irmã, ou sobre bolsas ganhas e discorrendo sobre a dificuldade de ser professora, escrevendo, afinal, sobre a vida, simples ou complicada, triste ou divertida, emotiva ou um simples apontamento.
   E vacas, também escreve sobre vacas, três vacas que observou em estações diferentes, vacas sentadas, em pé, de perfil, uma escrita que hipnotiza, poética: 'Sobre a neve, à distância, caminhando muito separadamente nesta direcção, parecem grandes traços negros de uma caneta'; 'Quando ele está parado, uma miniatura, com o focinho enfiado na erva à semelhança da mãe, como o seu corpo é tão pequeno e as suas patas tão finas, parece um agrafo negro e largo'.
   Uma outra história é sobre um 'infeliz erro biográfico' publicado num boletim informativo da livraria Harvard, delicioso e irónico, assim rematando a carta ao gerente de marketing: '... a menos que, com base no conteúdo do meu livro, no seu título, ou na minha fotografia reconhecidamente de olhar um pouco selvagem, os vossos clientes tenham partido do princípio de que, a dada altura, estive internada no McLean.'
   Mas o conto que mais me emocionou foi sobre a irmã mais velha, que tinha morrido, depois de algum tempo em coma, devido a um tumor. Nem sempre era fácil a relação entre ambas, a irmã mais velha que cuidou dela e que lhe oferecia presentes em forma de animais. O conto intitula-se 'As Focas'e tem 22 páginas, é longo, tocante, autobiográfico, fixando-se em pequenos objectos do quotidiano que a irmã comprava e que, depois de tantos anos após a morte, ainda lhe diziam tanto. Ou na passagem de ano, pois o pai também morrera por essa altura: 'A primeira passagem de ano sobre a morte de ambos pareceu-me uma nova traição - estávamos a deixar para trás o último ano em que eles tinham vivido, um ano que tinham passado, e a começar um ano que eles nunca iam conhecer.'
Ou a dor da ausência: 'Agora posso olhar para essa mesma cama em que ela dormiu e desejar que ela regressasse, pelo menos por algum tempo. Não teríamos de falar, nem sequer teríamos de olhar uma para a outra, mas seria um consolo tê-la simplesmente ali - os seus braços, os seus ombros largos, o seu cabelo.'

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Instantâneos da hora do almoço

   Hoje, depois do almoço, fui passear na Avenida de Roma e entrei na livraria Barata. Ontem, tinha comprado numa promoção de uma livraria online um livro que foi publicado hoje. Não resisti, contudo, em folheá-lo e ler uma frase ou outra. Ao vivo, é outra coisa e tinha ficado com ideia de ter poucas páginas. Não tem.
   Já recusei comprar livros por causa do tipo de letra utilizado. De há uns tempos para cá, estão a ser impressos livros de uma determinada editora, não me lembro de qual, com a letra fina, pequena; reparo nos T’s maiúsculos que são muito delicados, gosto deles, seriam bonitos impressos numa folha A3, enormes T’s pendurados na minha sala, por exemplo, mas incomoda-me ler um carácter demasiado fino e pequeno, por isso, ficam na mesa da livraria. Podem ser bons livros, mas não compro.
   Tive sorte com o livro que comprei pela internet. Não tem letra fina.

   *

   Antes de regressar ao trabalho, fui a um supermercado e comprei maçãs. Saí, virei à direita e vi uma mulher a tirar uma fotografia aos seus amigos que caminhavam à sua frente e que se tinham virado para a pose, (várias mulheres e dois homens). Reparei em dois círculos colados nos cantos superiores do telemóvel. Pareciam as orelhas do Rato Mickey, mas em dourado.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Macbeth

Hoje, 400 anos volvidos sobre a morte do Bardo, fui ver Macbeth.


Excelente a interpretação de Marion Cottilard, dos actores secundários e, na última parte desta adaptação ao cinema, de Michael Fassbender.

Já tinha comentado um post do Limite sobre o mesmo tema, com o link de uma crítica do The Guardian.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Sábado, amigos, teatro e TW

   O dia de sábado terminou em beleza com a peça 'Jardim Zoológico de Vidro', no Teatro da Politécnica e encenada por Jorge Silva Melo, na companhia do Miguel e do Eduardo.
(não há muitos meses, esta mesma peça de Tennessee Williams tinha sido apresentada no S. Luiz, com o título 'O Jardim Zoológico de Cristal', com encenação de Sandra Faleiro).
   Tinha-a lido há pouco tempo, queria vê-la, pelo que aproveitei a vinda do Miguel e do Eduardo à capital e sugeri este programa cultural.
  Depois da peça, o Eduardo ainda queria dar um pézinho de dança, mas teve de ficar para a sua próxima visita a Portugal; com tempo, reserva-se uma noite num hostel em Lisboa. Nessa altura, farra, Eduardo! :p
   Antes, um almoço com o João, o Luís, a Patty, a mãe do João, o João Roque e muitas trocas de livros (para manter a tradição); a gata Bia já cortou um pouco a timidez e deixou fazer festas (sortudo do Miguel) e as sobremesas do João estão mais que aprovadas.
   A única fotografia do dia feliz foi uma selfie do Eduardo na Politécnica.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Hiper online

   As minhas grandes compras faço no continente online; existe um hipermercado no centro comercial perto da minha casa.
   Sigo a estratégia de ir ao site, seleccionar os artigos (areia dos gatos, lixívia, gel verde, leite, tudo em grandes quantidades) e esperar alguns dias até finalizar a compra, aguardando a oferta do serviço de entrega. Normalmente, a loja online oferece o serviço, isto é, acumula em cartão o custo.
   Nas últimas compras, ofereceram não só o serviço de entrega, mas também um vale de 5€, a acumular no cartão, por não ter recebido alguns produtos (recebi-os todos, mas se eu uso aquela estratégia, eles também não são parvos). Fazendo as contas, e com os descontos em alguns artigos, mesmo sem a oferta do serviço de entrega, querias, era, duas vezes seguidas... comprei mais areias, umas lâmpadas economizadoras com 50% de desconto e mais uns quantos produtos assim com promoções de 50%.
   Nesta última entrega faltavam vários artigos, os que tinham desconto, claro, massa fusilli, cápsulas delta, mas, em contrapartida, recebi umas simpáticas ofertas, umas amostras de mistura de cereais pensal e mokambo, umas quantas de gel de banho e uma garrafa de água júnior (na outra compra tinha recebido amostras semelhantes do gel de banho e de natas sem lactose e água com gás, enfim, uma festa).
   Mas, agora, se receber um vale de 5€ a acumular em cartão, é melhor vir atrelado à oferta do serviço de entrega. Se não, nada feito, por muito que aprecie as amostras e as compras serem colocadas na cozinha do meu terceiro andar sem elevador.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O Livro da Selva

Baseado no livro de Rudyard Kipling, aqui está um filme maravilhoso, visualmente arrebatador, com um Mogli fenomenal, um naipe de fabulosos actores (neste caso, as suas vozes), uma história memorável e uma deliciosa cena de Balu e Mogli no rio, não esquecendo os créditos finais.

Para miúdos e graúdos (na versão original, claro).

A ver e a ler a crítica no DN (link aqui).