segunda-feira, 25 de julho de 2016

terça-feira, 19 de julho de 2016

De La Mar - Noa Noa

O terceiro álbum do duo Noa Noa, de Filipe Faria e Tiago Matias, foi apresentado no programa Raízes, da Antena 2. O programa está disponível no RTP Play (aqui). Este disco, De La Mar, é dedicado às canções sefarditas em ladino. A primeira canção é maravilhosa.

domingo, 17 de julho de 2016

Imaginar Los Sitios Posibles Donde Estabas - Luis García Montero

Imaginar los sitios posibles donde estabas,
verte llegar sin noche a La Tertulia,
reconocer tu voz apresurada
al contar una anécdota
o preguntar por mí,
saber que nos mirábamos antes de conocernos,
son capítulos largos de mi vida.


Supongo que también te dejarán a ti
este mismo vacío,
esta impaciencia por estar sin nadie
mientras se nos olvida
todo el calor que duele de olvidado.


El naufragio es un don afín al hombre.
Después de que sucede
suelen tener las huellas
esa incomodidad que tienen las mentiras,
el recuerdo es un dogma,
la soledad el pecho que tú me acariciaste.


Pero cambiando de conversación
el tiempo - buen amigo
que deforma el pasado como el amor a un cuerpo -
hará que cada día no parezca un disparo,
que volvamos a vernos una tarde cualquiera,
en un rincón del año y sin sentir
demasiada impotencia.


Será seguramente
como volver a estar,
como vivir de nuevo en una edad difícil
o emborracharnos juntos
para pasar a solas la resaca.


Igual que quemaduras debajo de los dedos,
en un segundo plano
seguiremos presentes y esperando
ese momento exacto del náufrago en la orilla,
cuando al salir del mar
me escribas en la arena:
«Sé que el amor existe,
pero no sé dónde lo aprendí».

(mais aqui)

terça-feira, 12 de julho de 2016

Um sábado imenso

  Os Jardins Efémeros eram o mote; a visita do Miguel à minha cidade está tão bem descrita aqui. Um dia esplendoroso que teve como primeira paragem um alfarrabista da Rua Direita.
   Este pequeno livro, oferta do Miguel, simboliza um sábado imenso.
 


A Tipografia Guerra é de Viseu

segunda-feira, 11 de julho de 2016

terça-feira, 5 de julho de 2016

Bitaites e queer jazz

Não sei há quantos anos tenho o Bitaites nos meus favoritos; comecei por gravar a página da Rádio Bitaites há uma gamela de anos e lá caía de vez em quando. Não sigo religiosamente, há muito que a rádio se eclipsou, mas quando regresso ao B., encontro sempre bons artigos.

O último post não é excepção: o jazz está a voltar a ser queer. É ler e escutar.

No comboio

A viagem no comboio da ponte daria toda uma novela.

Personagem #1: a estilista de unhas.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Leonardo Padura - Um Passado Perfeito



   Este é o primeiro livro com o tenente Mario Conde, que sonhava em ser escritor como Hemingway. Polícia em Havana, trinta e quatro anos, fumador inveterado, melhor amigo do Magricela, da bebida e dos cozinhados da Josefina.
   O desaparecimento de um colega do liceu leva-o a mergulhar no passado e a enfrentar a sua grande paixão da adolescência.
   Um romance policial, o segundo que leio com o peculiar Mario Conde, mais um dos meus heróis, e Leonardo Padura fá-lo terno, romântico, mas também desencantado, um herói noir perdido nas recordações de uma Havana de outro tempo.
   É daqueles livros impossíveis de largar, a ler nas viagens de comboio, à hora do almoço, em casa, não pela história do desaparecimento, mas pelas emoções e tumultos que suscita no amargurado Mario Conde e pela maneira como Padura o faz, com uma melancolia e uma ternura, mas também com muito humor e é uma pena que a maior parte dos livros, da colecção Noites Brancas, da Asa, esteja esgotada (mas não na versão original, já reservada).

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Comida

No Ibiza, um pequeno restaurante familiar na esquina da João XXI com a avenida de Roma, pedi meia dose de costeletas à salsicheiro, apenas com batata frita e salada de alface e cenoura, porque me apetecia comida caseira, reconfortante, e eu que há tanto tempo não comia umas costeletas, estas do fundo, tão tenras, e as salsichas cortadas aos pedacinhos, com o molho de manteiga, nem me lembrei do colesterol, mas, sim, lembrei-me dos pratos deliciosos da José, a mãe do Carlos Magricela, já não magricela, agora que está inválido, a Josefina de 'Um Passado Perfeito', com o tenente Mario Conde, que estou quase, quase a terminar, e é uma maravilha, uma pequena maravilha.