terça-feira, 3 de março de 2015

Falta de juízo

   Não me custou a extracção de um siso. Não me custou levar dois pontos. Não custou comer comidas frias e moles durante os primeiros dias (nunca comi tanto nestum de arroz).
   O que me custa é conter-me para não esgravatar com a língua o buraco à procura da ponta do fio.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Dom Casmurro




   Tinha há muito tempo 'Dom Casmurro', de Machado de Assis, no meu Kobo. Fui buscá-lo ao 'Projecto Adamastor' (consultar aqui os vários clássicos em língua portuguesa de utilização gratuita) por sugestão do João Máximo. A leitura foi adiada e adiada, até que decidi meter mãos à obra  há pouco mais de uma semana.
   Não se assustem com os 148 capítulos. A maior parte tem três a cinco páginas. O mais pequeno tem uma. A leitura é compulsiva. Absolutamente grandioso.

   Muito mais que o amor de Bento por Capitolina, muito mais que a vida de Dom Casmurro, é um romance apaixonante, narrado na primeira pessoa pelo Dom Casmurro. Imprescindível a sua leitura.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Karma is a...

  O refeitório do meu trabalho tem uma cozinheira nova. No primeiro dia, colocou caldo de carne na sopa. No segundo dia, eu notei a mesma coisa. E mais duas vezes eu provei e deixei a malga inteira. Inquiri a responsável pelo refeitório, eu era a única que não tinha gostado da sopa, tirando no primeiro dia que, de facto, tinha acrescentado o caldo. Perguntei se a partir de agora poderia comer apenas o prato, a 3 €, e a resposta foi não. Não tinha ordens dos seus superiores (quando eu já tinha visto que servia a alguns colegas apenas o prato). Mas, simpática, deu-me a provar a sopa do dia, disse que viu como tinha sido feita, tudo normal, uma sopa de legumes clássica. Estava boa, gostei, comi-a toda. No fim da refeição, agradeci à cozinheira; estava muito boa.
   Bem, com isto tudo, fiquei incomodada com o facto de servir a alguns colegas o prato simples e a outros dizer que não, que teria de ser a refeição completa (sopa, prato, pão, sobremesa/fruta). Assim, se eu não gostasse da sopa, teria de pagar tudo? Pois...
   Hoje, a cozinheira estava a servir um colega e bateu com um prato vazio num ferro (há tanto tempo que almoço no refeitório e nunca tal tinha acontecido). Metade do prato caiu na cuba da sopa.
   Paguei um prato simples.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ossos do ofício, leituras sobre carris

   Tarde de ontem passada numa EB 2,3 perto de Aveiro. Três horas de sessões de sensibilização, quatro turmas, três do 5.º ano, uma do 6.º. Alunos interessados, interventivos; fui a 'senhora professora Margarida'.  Dizem que tenho jeito.
   Cinco horas de comboio, entre intercidades e alfa. Por companhia, o Kobo. Acabei 'Os Dragões não Conhecem o Paraíso', do extraordinário Caio Fernando Abreu, e li numa penada o divertido 'Um Brasileiro em Berlim', de João Ubaldo Ribeiro.
   Um dia cansativo, mas bastante produtivo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Aristogatos XLV

Eu perdi o dó da minha viola, da minha viola eu perdi o dó!
Dormir é muito bom, é muito bom, dormir é muito bom, é muito bom!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Fantasma

   Luiz Alfredo Garcia-Roza publicou vários policiais cuja personagem principal é Espinosa, delegado da 12.ª DP (esquadra) de Copacabana, Rio de Janeiro. Vive no Bairro Peixoto e Copacabana surge na maioria das vezes como o palco principal das suas histórias.
   Em 1996, publica o primeiro livro desta colecção, 'O Silêncio da Chuva', e em 2009 o nono volume, 'Céu de Origamis'. Eu julgava que era o último desta série, encerrando com chave de ouro as aventuras de Espinosa.
   Passam-se mais de dez anos, entre homicídios, uma relação estável, livros comprados em sebos, não esquecendo a sua famosa estante-de-livros, composta unicamente por livros.
   Em 2012, com 'Fantasma', o delegado Espinosa 'ressuscita'. Não gostei tanto como dos outros policiais. Um estrangeiro é assassinado na rua, junto a uma sem-tecto apelidada de Princesa, a sua mala de viagem desaparece e assim começa esta história. Falta-lhe um certo carisma, o enredo é mais fraco, as personagens sem substância. Cheguei nem a meio da história e já sabia quem era o vilão.
   Mas o que mais me custou é que a 'estante-de-livros' é raramente mencionada. Imperdoável!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Ebook 'Instantâneos': um ano depois

  
   Há um ano [leiam, por favor, este post], anunciava a publicação do meu pequenino livro 'Instantâneos - fragmentos da memória'.
   Após estes doze meses, o livro continua a ser 'comprado' (é gratuito), tendo superado o número de vendas previsto.
   Quem ainda não teve a oportunidade de o ler, pode fazê-lo aqui, na página que a editora INDEX ebooks criou. Leiam. Espero que gostem :)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Tom Rosenthal - It's OK


Tão bonito...

Almoço dos blogues

   
   Ontem fui almoçar ao restaurante escolhido para o almoço dos blogues. Fica em frente à baía do Seixal, mesmo na curva do rio, ou seja, na 'Timbre Seixalense', na sociedade recreativa. Eu não sou sócia, mas qualquer pessoa pode lá comer. É um sítio muito, mas mesmo muito simples, mas come-se muito bem, é barato e a vista compensa.
   Almocei peixe grelhado (uma deliciosa dourada escalada), pão, um copo de vinho, uma sobremesa e um café e nem chegou a 13 €. Como entradas, dispensei o queijo e as azeitonas. NÃO há multibanco.
   Assim sendo, este é o sítio escolhido: Seixal, domingo, almoço (1 de Março).
   Quem vier de Lisboa, há um barco pelas 11,30 (agradeço que confirmem mesmo este horário no site da Transtejo, aos domingos, do Cais do Sodré para o Seixal e que anotem, igualmente, o barco de regresso a Lisboa - a Transtejo usa o zapping. Ao fim-de-semana, os barcos são muito raros). Quem vier de Lisboa, A2, saída Fogueteiro, Seixal, existe estacionamento em frente à Mundet.
   Estas são as condições. Em resumo: o restaurante não é caro, mas não tem multibanco (mas há MB no centro do Seixal e no terminal fluvial), fica marcado para as 12,30, porque só posso reservar no próprio dia, cedo, e cada um escolhe o prato que quer comer (a especialidade é peixe, embora, claro, também sirvam carne). Considerando que o peixe demora o seu tempo a ser feito, penso que entre as 12,30 e as 12,45 é uma hora razoável para nos sentarmos. E também porque o barco chega antes do meio-dia ao Seixal (não fica no centro, mas a 10, 15 minutos a pé), de modo que não há necessidade de se esperar muito tempo para iniciar a refeição. Claro que podem chegar depois desta hora, desde que cheguem, pois estará já alguém no restaurante a aguentar o barco :)
   O Seixal é muito calmo ao domingo. A vista é linda, para quem gosta de rio e de espaços desafogados. Espero que S. Pedro ajude e que haja sol. A companhia, claro, será excelente, não importa se formos poucos ou muitos. Será um bom convívio.
   Aos amigos que vêm da linha de Sintra, há duas hipóteses (bem, não sei como são os comboios ao domingo): podem sair na estação de comboio dos Restauradores - a última - e caminharem até ao metro do Rossio (linha verde) e sair no Cais do Sodré, que é a última estação. Também podem entrar nos Restauradores, mas é a linha azul, têm de mudar na Baixa-Chiado para a linha verde e julgo que demora mais tempo. A segunda opção é sair na estação de comboios Roma-Areeiro, andarem um bocadinho a pé e entrarem na estação Roma (é a linha verde) e apanharem o metro até ao Cais do Sodré. Para os que vivem em Lisboa ou vêm de fora, de transporte público, é a mesma coisa: o metro até ao Cais do Sodré é a linha verde.
   Os terminais fluviais estão escondidos, atrás do comboio que vai para Cascais, claro, junto ao rio. Tenham em atenção que o destino é o Seixal e não Cacilhas (fica tudo muito próximo). Mais uma vez, aconselho a consulta dos horários de domingo. Se perderem o barco, depois só há outro muito tempo depois. A travessia é breve, uns 15 minutos, é um passeio bonito.
   Apareçam! :) Podem trazer amigos, não está restrito a bloggers.
   Podem confirmar para o meu email, nesta caixa de comentários, por sms ou telemóvel (aqueles que têm o meu contacto).