terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Lady Meryl II

Ontem fui ver a Dama de Ferro.
 
A interpretação intensa de Meryl Streep, não como a grande Dama de Ferro, Primeira-Ministra durante 10 anos, que enfrentou a greve dos mineiros, o desemprego, a crise das Malvinas, o IRA, a incapacidade de se ajustar aos novos tempos, sendo obrigada a demitir-se, mas como uma MT velha, demente, alucinando com Denis, o marido morto, é magistral.

Contudo, a figura política e histórica de MT merecia mais, muito mais do que a resignação, transmitida na lavagem da chávena, no fim. MT, que aos 24 anos, no auge da força e sempre com o apoio do marido, se recusou a ser apenas uma mãe que fica em casa a lavar as chávenas de chá.

Desaparece finalmente a imagem de Denis, anos depois da sua morte, quando MT arruma todas as suas roupas, o perfume, assegurando-lhe que fica bem, mas aquela cena da lavagem, na sua figura aprumada e solitária, deprimiu-me.

2 comentários:

  1. Curioso; é uma das poucas criticas que li, até hoje, que se foca mais na figura de MT do que na interpretação de Meryl Streep, embora esta não deixe de ser qualificada de magistral.

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  2. o filme quis humanizar MT. entristeceu-me foi a forma como o fez.

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