domingo, 13 de maio de 2012

Este post surge a propósito do que o Francisco escreveu.

Cresci numa família católica praticante. Passei pela catequese, fiz a Primeira Comunhão e a Profissão de Fé. Disse não ao Crisma. Agora, não acredito na entidade Deus, e muito menos no seu filho encarnado e na Maria que seria virgem, embora conceda que tenham existido. Porém, devido a uma infância católica, em momentos de desabafo ou raiva, lá se menciona o seu nome, e outros, e ainda me emociono ao ver a imagem de Maria (pode ser um grande contra-senso, mas é verdade, porque não a imagino como a virgem, mas como mãe e símbolo último de bondade).

Confesso que tenho valores que me impedem de praticar más acções, fico feliz em ajudar os outros, se é compaixão ou amor ao próximo, não sei, até podem ser reminiscências do meu passado católico.

Não acredito no que aconteceu em Fátima em 1917 e na história dos 3 pastores. Acredito que a fé move montanhas e o povo inculto, pobre, às portas de uma guerra mundial, e paralelamente a isso, o crescimento do comunismo na ex-URSS, fosse magistralmente manipulado pela ICAR e pelo Estado.

Fui algumas vezes a Fátima, com a família. A minha mãe, particularmente, era muito religiosa, fazia muitas promessas, pagou-as sempre que possível, mas nunca foi a pé até Fátima.

As minhas promessas não são a um deus, são a mim própria, tento ultrapassar dificuldades, alcançar mais uma meta, isso devo-o a mim, ao meu esforço, sacrifício, luta e resistência. Muita resiliência, também.

Não gosto de Fátima, não gosto do consumismo levado ao extremo nem no aproveitamento da fé e da ingenuidade das pessoas.

Santuário por santuário, adoro o Sameiro.


6 comentários:

  1. Não conhecia, mas um local a colocar no mapa dos locais a visitar :)

    Beijinho Grande

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  2. esse e o Bom Jesus de Braga (têm uma vista fabulosa) :)
    bjs.

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  3. Sim, O Bom jesus de Braga conheço :)

    Beijinho Grande

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  4. Eu quase podia assinar por baixo aquilo que escreveste.
    Costumo dizer que a minha relação com Deus é directa e não precisa de intermediários.
    Daí, sentir-me bem dentro de uma igreja, não em momentos de culto, mas no silêncio e na contemplação. Ali decido por vezes coisas importantes da minha vida.
    Também gosto muito dos dois santuários de Braga, que mostrei ao Déjan.

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  5. adoro igrejas, exactamente por aquilo que mencionas.
    Braga foi uma das viagens por altura do aniversário.

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  6. Eu acredito em Deus, mas, assim como o João, não tolero a intromissão de intermediários na minha relação com Ele. Aquilo que sinto e a minha fé são inteiramente pessoais. Como tal, não frequento qualquer Igreja ou congregação religiosa. A minha Igreja sou eu, apesar de ter dito uma educação católica. :)

    Beijinho. *

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