segunda-feira, 9 de julho de 2012

Corpo em Suspenso

Desabotoo as imagens do olhar,
guardo os sentidos à sombra
de um entardecer

e disperso os pensamentos
por um tempo imenso

que acontece
lentamente.

É um fio delicado de existência,

ausente de mãos,
ausente de palavras,

corpo à deriva
pela transparência do ritmo.

Volúpia, respiração.

Sandra Costa, Sob a luz do mar, p. 106.

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