quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Bonsái

No final deste filme, Emília morre e Júlio encontra-se sozinho. Na realidade, Júlio já estava sozinho muitos anos antes da morte de Emília. Mas o que importa é que no fim, Emília morre e Júlio não. Júlio vive e Emília não. O resto é apenas ficção. Assim começa o filme.

No presente, Júlio, solitário e tímido, é contratado para transcrever um romance de um popular escritor chileno, Gazmuri. No entanto, é despedido antes de iniciar o trabalho. Para a vizinha, Blanca, com quem partilha a cama e a história, omite essa parte. Para perpetuar a mentira, ele, um aprendiz de escritor, compra quatro cadernos pautados e tinta permanente e decide escrever a história do seu primeiro amor, como se fosse o manuscrito de Gazmuri, "Bonsái".

Oito anos antes, Júlio, um estudante de literatura, solitário e tímido, apaixona-se por Emília. Partilham o gosto pelos livros e lêem Proust em voz alta.

Pelo aniversário dela, ele oferece-lhe uma planta, e depois de lerem um conto sobre um casal apaixonado que tinha um bonsai como símbolo da sua relação, Emília afasta-se e a relação acaba. 

Voltando ao presente, Júlio vive rodeado de livros, e à medida que o seu romance se desenvolve, encontra a melhor amiga de Emília, que lhe comunica que ela regressou ao Chile depois de anos de ausência.

Júlio vende os seus livros e compra um bonsai, na esperança de reatar o amor com Emília, mas Emília morre, no fim. Júlio refugia-se em Proust, chorando a perda daquele amor.

Um história de amor, livros e blá, blá, blá.

"Bonsái" é uma co-produção do Chile, Argentina, Portugal e França.

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