sexta-feira, 30 de março de 2012

Syfy, teorias e Sagan

Ontem vi mais um episódio da série de ficção científica “Fringe”, que passa na RTP2 após a “Câmara Clara”. Na semana passada, apanhei um quase no fim e fiquei confusa (porque também não tinha assistido aos primeiros episódios desta nova série). Todavia, ontem deram um resumo e fiquei com uma boa ideia do que aconteceu entrementes. Para não ser desmancha-prazeres, :), este site é uma excelente ajuda.

O que me leva a gostar de séries deste género? A resposta está na imaginação, na aventura, nas infinitas possibilidades que surgem umas atrás das outras. Não existe apenas uma realidade, existem múltiplas, alternativas, a discussão que provoca, a questão de não estarmos sozinhos no Universo. Do Big Bang às matemáticas, à física quântica, passando por teorias fantásticas (cordas, relatividade, e tais) que me fazem sentir minúscula e com um cérebro do tamanho de uma nano-micro-mini-ervilha, da matéria e da anti-matéria, e logo penso em “Star Trek” e “Star Trek - The Next Generation” e “Babylon 5”, séries que segui religiosamente na TV há uns bons anos atrás. 

Quando era miúda, via o “Cosmos”, de Sagan. Embasbacada, imaginava-me “lá em cima, há planícies sem fim”.
 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Antinous - a Poem by Fernando Pessoa

Estou a umas cinco páginas de terminar os "Apontamentos sobre as Memórias de Adriano".

Estou a uns dias da visita a "Fernando Pessoa - Plural como o Universo".

quarta-feira, 28 de março de 2012

Dia Mundial do Teatro II

Ontem fui ao Teatro Maria Matos assistir a "Histórias do Bosque de Viena".

"Passados mais de 80 anos da estreia deste texto, os tempos de crise voltaram. Vivemos momentos de ruptura financeira, social, política e cultural; cada um de nós está cada vez mais centrado em si e no seu quotidiano."
Truta

2h20 de puro encantamento. As danças, as canções, a mordacidade, o cómico no trágico (o Maxims e os dançarinos veados, a sereia, o zepellin,) a excelente cenografia e representações atingiram-me em cheio.

No fim, emocionei-me (agradeço ao meu ascendente Caranguejo) com a leitura, pela actriz Paula Só, do texto de John Malkovich.

Tónan Quito, director artístico e actor, não podia terminar sem uma referência ao corte de 100% dos apoios anuais e pontuais pela Direcção-Geral das Artes.

Pela minha parte, apostarei cada vez mais nesta magnífica forma de arte.

terça-feira, 27 de março de 2012

Tindersticks no Cinema São Jorge

Ontem. 
Estive lá. Superou as expectativas. 



 

Dia Mundial do Teatro

Para comemorar este dia, existem várias peças com entrada gratuita ou com 50% de desconto. Os Artistas Unidos levam ao palco da Politécnica "O Rapaz da Última Fila"; no D. Maria II está em cena "A Morte de Danton". A primeira peça já a vi e a segunda irei no Domingo. Já tinha combinado ir assistir a "Histórias do Bosque de Viena", no Teatro Maria Matos. Não tem entrada livre, mas conta com o desconto do dia.

Para quem não tem o hábito de ir ao teatro, ou por falta de tempo, ou de dinheiro, este dia é de aproveitar.

sábado, 24 de março de 2012

Exercício

Recomecei a fazer abdominais (desleixei-me este Inverno).

Se fosse tão fácil e indolor como folhear o catálogo...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Cat in the box

Maru é um gato fabuloso que adora, como todos os gatos, enfiar-se em caixotes, sacos e afins.

É um senhor astro, bem rentabilizado pela sua dona.

 
 (aqui)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Letras gay

(peço-te desculpa, pinguim, por me ter apropriado do teu título).

No mês passado, comprei três livros e um bilhete para um concerto. Este mês, há contenção (excluindo um ou outro bilhete de teatro mais caro que os 5 € do dia do espectador). Assim, fui à biblioteca municipal e requisitei “A Linha da Beleza” (Alan Hollinghurst), “Juliano” (Gore Vidal) e “Memórias de Adriano” (Marguerite Yourcenar).

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Mundial da Poesia

(Ouvi na TSF de manhãzinha e irei ver a exposição na Gulbenkian dia 1).

Dobrada à Moda do Porto

Um dia, num restaurante, fora do espaço e do tempo,
Serviram-me o amor como dobrada fria.
Disse delicadamente ao missionário da cozinha
Que a preferia quente,
Que a dobrada (e era à moda do Porto) nunca se come fria.

Impacientaram-se comigo.
Nunca se pode ter razão, nem num restaurante.
Não comi, não pedi outra coisa, paguei a conta,
E vim passear para toda a rua.

Quem sabe o que isto quer dizer?
Eu não sei, e foi comigo ...

(Sei muito bem que na infância de toda a gente houve um jardim,
Particular ou público, ou do vizinho.
Sei muito bem que brincarmos era o dono dele.
E que a tristeza é de hoje).

Sei isso muitas vezes,
Mas, se eu pedi amor, porque é que me trouxeram
Dobrada à moda do Porto fria?
Não é prato que se possa comer frio,
Mas trouxeram-mo frio.
Não me queixei, mas estava frio,
Nunca se pode comer frio, mas veio frio.

Álvaro de Campos, in "Poemas"
 

Aristogatos IV

Aqui estão os felinos a apanharem banhos de sol no sofá, o melhor lugar da casa, claro.

A Alice está nas sete quintas, como se pode constatar (a Joana é que não está com cara de bons amigos, era, até à data, a mais nova (!) do bando).

terça-feira, 20 de março de 2012

Bookshelf Porn

Descobri este foto-blogue delicioso via Janela Urbana, via post no facebook... há coisas que se devem manter, embora não seja fiel ao FB como o era no passado.

Mentes Criminosas, FBI e Cornwell

Fiquei agradavelmente surpreendida ao ver Patricia Cornwell no episódio de ontem de "Mentes Criminosas", mesmo que tenham sido apenas 30’. Sabia que ela tinha participado, ao ler o seu site, mas foi pura sorte ter visto. Hoje em dia, raramente vejo esta série, mas gosto de assistir, quando tenho tempo.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Calvin Baggins & Galdalf the Hobbes

A união perfeita.

 aqui

Li J.R.R.Tolkien há tantos anos... Calvin & Hobbes regresso de vez em quando.

sábado, 17 de março de 2012

Meravigliosa Creatura

Encontrei-a no meu velhinho mp3 creative (arrumado no fundo de uma gaveta. De vez em quando, volto a ele e relembro velhas melodias e momentos doces).

Molti mari e fiumi
attraverserò,
dentro la tua terra
mi ritroverai.
Turbini e tempeste
io cavalcherò ,
volerò tra i fulmini
per averti.


Meravigliosa creatura,
sei sola al mondo,
meravigliosa paura
di averti accanto,
occhi di sole
bruciano in mezzo al cuore
amo la vita meravigliosa.
Luce dei miei occhi,
brilla su di me,
voglio mille lune
per accarezzarti.
Pendo dai tuoi sogni,
veglio su di te.
Non svegliarti, non svegliarti ancora.

Meravigliosa creatura,
sei sola al mondo,
meravigliosa paura
di averti accanto.
Occhi di sole,
mi tremano le parole,
amo la vita meravigliosa.

Meravigliosa creatura,
un bacio lento,
meravigliosa paura
di averti accanto.
All’improvviso
tu scendi nel paradiso.
muoio d'amore meraviglioso

sexta-feira, 16 de março de 2012

Programação cultural

São vários os sites que consulto sobre teatro, exposições, cinema e afins, mas o mais útil é a Agenda Cultural da CM de Lisboa.

Os Artistas Unidos são da praxe. Muitas e boas peças no Teatro da Politécnica, que fica para os lados do Príncipe Real.

Tenho uma lista das peças e exposições que gostaria de ver nos próximos tempos (cinema, normalmente vou uma vez por semana, no dia do espectador do El Corte Inglés):
  • Actos de Amor - Castelo de S. Jorge (7 de Abril ou 5 de Maio);
  • A Morte de Danton - D. Maria II  (até 22 de Abril);
  • Agamémnon - Teatro da Politécnica (19 a 28 de Abril);
  • O Fantasma de Chico Morto - n'A Barraca (até 29 de Abril) - Assisti a um bocadinho da entrevista no programa Bairro Alto, com o Pedro Cardoso, na passada quarta-feira;
  • Fernando Pessoa - Plural como o Universo - Gulbenkian (até 29 de Abril);
  • Bes Photo - Museu Berardo (até 27 de Maio).
Tentarei conciliar a ida à Gulbenkian com um teatro a um domingo.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Florbela

Por que ontem foi dia de cinema.

O Meu Mal

A meu irmão

Eu tenho lido em mim, sei-me de cor,
Eu sei o nome ao meu estranho mal:
Eu sei que fui a renda dum vitral,
Que fui cipreste, e caravela, e dor!

Fui tudo que no mundo há de maior,
Fui cisne, e lírio, e águia, e catedral!
E fui, talvez, um verso de Nerval,
Ou um cínico riso de Chamfort…

Fui a heráldica flor de agrestes cardos,
Deram as minhas mãos aroma aos nardos…
Deu cor ao eloendro a minha boca…

Ah! De Boabdil fui lágrima na Espanha!
E foi de lá que eu trouxe esta ânsia estranha!
Mágoa não sei de quê! Saudade louca!

Florbela Espanca, Sonetos, Livro de Sóror Saudade (1923), Publicações Europa-América, 1995