quarta-feira, 30 de maio de 2012

Love or leave me



Say, love me or leave me and let me be lonely
You won't believe me but I love you only
I'd rather be lonely than happy with somebody else

You might find the night time the right time for kissing

Night-time is my time for just reminiscing
Regretting instead of forgetting with somebody else

There'll be no one unless that someone is you

I intend to be independently blue

Saaay, I want your love, don't wanna borrow

Have it today to give back tomorrow
Your love is my love
There's no love for nobody else

Say, love me or leave me and let me be lonely

You won't believe me but I love you only
I'd rather be lonely than happy with somebody else

You might find the night-time the right time for kissing

Night-time is my time for just reminiscing
Regretting instead of forgetting with somebody else

There'll be no one unless that someone is you

I intend to be independently blue

Say I want your love, don't wanna borrow

Have it today to give back tomorrow
Your love is my love
My love is your love
There's no love for nobody else

domingo, 27 de maio de 2012

Ronrom

Sim, compensa o papel higiénico esfarrapado, as plantas roídas, a tartaruga torturada, os arranhões nos pés...

sábado, 26 de maio de 2012

Home improvement

Pois de momento não me lembro de nada para fazer esta tarde, não, nada...

Humor

Houve tempos em que via esta série, ao final da tarde, na 2...

O Jimmy Parsons ganhou um Óscar como melhor actor de comédia, o ano passado.
(Bazinga!)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Guilherme de Melo

Na última semana, li dois livros de GM, "O que Houver de Morrer" e "Como um Rio sem Pontes". Nunca tinha lido nada dele, excepto críticas às suas obras e artigos jornalísticos. GM tem uma escrita particular, uma leitura fluída, com diálogos rápidos, mas embuídos de uma ternura, emoção que me tocaram bastante.

São livros que, mais dia menos dia, terei de reler e, se tiver muita sorte de os encontrar a preços módicos, comprar (estes foram emprestados, também comprados numa feira de livros usados e, segundo me contaram, uma verdadeira pechincha).

O primeiro é sobre uma relação homossexual escondida que um homem de meia idade, com uma posição social elevada, casado e com filhos adultos, teve com um jovem rapaz. Este romance é descoberto pelo filho após a morte repentina do pai.

O filho, heterossexual, vai procurar o rapaz e entra no universo homossexual lisboeta nos finais dos anos 80 do século passado. Primeiro, começa por ir ao bares gays do Príncipe Real, para lá descobrir o paradeiro do jovem amante do pai. 

É desta forma que se dá início a uma amizade. Se pelo lado do filho, principia como falsa, do lado do rapaz, revela-se uma verdadeira amorzade (que extraordinária palavra - é de António Lobo Antunes, de uma sua crónica da Visão da semana passada).

Esta amizade entre o filho e o amante do pai vai crescendo ao longo dos tempos e apesar do choque que foi para o primeiro ter tomado consciência da relação consumada com o segundo e, por isso, se ter afastado durante meses, negando esses sentimentos, o fim é belíssimo e não me defraudou em nada. Confesso que o esperava e fantasiei depois o diálogo que teriam.

O segundo livro, Como um Rio sem Pontes, é um verdadeiro murro no estômago. Após a descolonização de Moçambique, uma família desintegra-se. A mãe nunca se habituou a Lisboa e anos depois, separa-se do marido e vai viver para a África do Sul, junto da filha e do genro. O filho, o narrador desta sublime história, escolhe o pai.

Anos depois, este filho, praticamente adulto, entra numa espiral de droga e decadência e fica doente. Descobre que tem SIDA e na cama do hospital, entre as visitas do pai que adora e da mãe que o abandonou e que, entretanto, regressa, volta à sua infância em Moçambique, às memórias da sua ama que o criou na fazenda, aos episódios de guerrilha que acontecem naquela época.

Entretanto, as suas memórias de vida fogem já para a sua vida adulta e para um estranho caso homossexual que aconteceu e que teve um triste desenlace e que o irá atormentar para o resto da sua breve vida.

São os monólogos deste filho doente, que procura justificar o casamento destruído dos pais, o pai que ama, o seu herói, e a mãe apenas que nove anos depois o vem visitar e que, só nessa altura, demonstra o amor que lhe tem.

Confesso que contive as lágrimas ao ler as últimas páginas, hoje de manhã no comboio.