sexta-feira, 29 de junho de 2012

K.O.

Eu não tenho idade para estas coisas. A ida ao teatro ontem resultou em eu dormir, apenas, 4 horas esta noite. Não estou habituada, eu que gosto tanto de dormir...

É por isto que prefiro ir à sessão das 7 na Politécnica, mas para esta peça, no Villaret, consegui um bilhete a metade do preço e lá me sujeitei.

Ainda bem que não gosto assim por além dos UHF, que estão hoje nas festas do Seixal. Vou aproveitar para colocar o sono em dia.

Programa para sábado

Amanhã irei dar um salto ao Arraial Pride, à tarde; não iria de propósito, porque moro na outra banda e nos fins-de-semana, geralmente, permaneço por lá. Contudo, a SAL vai fazer um passeio à noite por bairros históricos e o encontro é junto ao Arraial (neste caso, devido à festa, será sob o Arco da Rua Augusta), de modo que pensei em juntar as duas actividades.

Todavia, surgiu um imprevisto, isto é, como ainda não tenho o dom da ubiquidade, afinal, já não irei ao passeio, porque pelas 22h irei estar no concerto de encerramento das Festas de Lisboa, na Alameda. Estarão lá Milton Nascimento e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Ana Moura, Carminho e António Zambujo. 

Se estivesse no Porto, iria ver o Milton à Casa da Música, no próximo dia 2 de Julho, mas assim, aproveito as Festas.

A Sal repete estes passeios nocturnos por Lisboa, por isso, não há problema, irei noutra altura.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Me, Myself and I

Em 2010, fui à corrida sempre mulher que se realizou no Parque das Nações. No comboio até Entrecampos e depois no da CP até à estação Oriente, tive a companhia de uma rapariga que conheci na estação do Fogueteiro. Ela reparou que eu tinha o peitoral da corrida meio escondido sob o casaco de treino e pediu-me ajuda para colocar o dela. Depois, fomos juntas até ao destino e separámo-nos, porque cada uma tinha o seu grupo de amigas.

No decorrer da conversa, ela disse-me que interpretava cartas astrológicas e de tarot (engraçado que os últimos posts que li andam à volta deste tema). 

Do mapa astral que ela me enviou, depois de lhe ter dado a minha data, hora e local de nascimento, retirei algumas partes com que me identifico. Outras rejeito, mas, provavelmente, se pensar bem, até têm razão de ser.

Entretanto, no meio da leitura, aparecem palavras complicadas como sextil, conjunção, trígono, casas mais fortes (help, Hórus!)

Bem, aqui vai um pedaço de mim (e arrisquei-me em dar-me a conhecer assim um pouquinho):

O Ascendente é caranguejo e o regente do Ascendente é Lua. 

Assim, o simbolismo da Lua é marcado pela sensibilidade, a mente, o corpo, a vida doméstica, o sentido maternal e relacionamentos com a família (não concordo. sou muito individualista, até egoísta, mas isso, provavelmente, será por viver sozinha há muitos anos e estar acostumada a isso, e o relacionamento com a família é apenas com a mais chegada, com os irmãos, e mesmo assim, q.b, nada de exageros). É também a sua identificação com a sociedade e o apego às tradições das suas origens (pois sim, tal e qual...oh, well, passemos à fase seguinte).

Este signo é simbolizado pelo caranguejo. O planeta regente, a Lua, confere aos nativos deste signo uma imaginação fértil, predisposição emocional e tendência à melancolia e à introversão. É pelas primeiras características atrás apontadas que muitas vezes ele tem uma grande necessidade de se ligar a qualquer forma de expressão artística (correcto).

Devido à sua extrema sensibilidade (ui!, imensa! choro por tudo e por nada, é verdade!) ele pode tornar-se facilmente nervoso, irritável e, por vezes, bastante inseguro. (correcto.) 

Geralmente é cauteloso e, muitas vezes, desconfiado (ok). É sério, por vezes quase sombrio, preocupando-se muito com o futuro o que o leva a tornar-se sovina, avarento mesmo (um bocadinho, ok...)

No amor e na amizade é verdadeiro mas tende para o ciúme (se for q.b, por que não?)

É marcado  pela responsabilidade, estrutura e pontualidade e espera que os outros se comportem da mesma forma (detesto quando marcam uma hora e chegam atrasados, fico fula).

Evita divertimentos ruidosos. Procura a solidão, a comunhão com a natureza e com dois ou três amigos (sim, não gosto de muito barulho, nem de multidões, Amigos, poucos, mas bons).

Em circunstâncias extremas, pode tornar-se misantropo e depressivo (mas a frase não começa por «Em circunstâncias extremas?», o que querem?)

Caranguejo é um signo com força. Sensível e de "luas" pela forma como age emocionalmente. Defensiva e timidez devido à sua vulnerabilidade psicológica. Proteccionismo e possessividade (se gosto de uma coisa ou de alguém, sim, é verdade). Grande necessidade de um lar e família para proteger (lar, gosto do meu porto seguro, sim). Instabilidade em todos os aspectos (agora, é mais financeira); uma mente muito difícil de conhecer (ah, sim, também não exageremos...). Responsabilidade nos compromissos. Não sabe dizer "não" (ai, não que não sei!, aprendi com o tempo). Regente: Lua. Exaltação: Júpiter.

Balança é um signo com força. Grande graciosidade pela relação a Vénus (graciosidade onde?). Por outro lado,  a exaltação de Saturno transmite um grande sentido de justiça que, se por um lado faz de si um óptimo mediador, por outro, pode levar a exageros na intenção de impor o seu sentido de justiça. Boa capacidade de análise da sociedade e do meio (muito pessimista agora). Regente: Vénus. Exaltação: Saturno.

(ou seja, se num estou na defensiva, com uma mente sombria, no outro sou graciosa e justa.) 


E pronto, resta desejar-me uma boa sorte que hoje é o primeiro dia do resto da minha vida.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Coincidências II

Um dia destes, irei pedir uma leitura ao Hórus, porque a minha vida gira à volta de coincidências danadas.




Em baixo, uma compra no hipermercado do Rio Sul, o centro comercial ao pé da minha casa; em cima, uma devolução do ArmazémL - uma livraria online (tinha comprado uns livros, que afinal estavam esgotados, mas troquei por dois do Eduardo Pitta, que já os recebi por correio, entretanto).

Vou jogar no euromilhões, assim como assim, para prevenir. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Cavalos nocturnos

     "A morte pode vir ter comigo como um cavalo nocturno e levar-me, no seu dorso. Mas são cavalos de pesadelo, e não da morte, que me arrastam. Nightmares. Night-mares. Cavalos nocturnos correndo, sem sair do lugar. Deixando-me outra vez na margem da vigília.
     São quatro horas. Da manhã ou da noite, tanto faz. Vejo o ponteiro dos minutos recortar-se, a preto, no mostrador.
     Um minuto depois de perder-te, penso. Um minuto depois de perder-te.
     Mas um minuto depois, talvez ainda nada tivesse acontecido. A tua morte ficou suspensa, demorou muito tempo a entrar no quotidiano. Talvez ainda não tenha entrado, e por isso não seja inteiramente credível."

Cavalos nocturnos, p. 12.

Teolinda Gersão, A mulher que prendeu a chuva e outras histórias, Sextante Editora, Maio 2007 - 2.ª edição.


São 14 contos que partem da vida quotidiana mas se abrem a outros mundos - oníricos, fantásticos, terríveis ou absurdos - que nem por isso deixam de nos pertencer e de ser o lugar onde habitamos.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Law & Order UK

E lá começa uma nova temporada da muito esperada e adorada série britânica, no AXN, a horas decentes.

 
Os meus actores favoritos continuam, mas o actor que fazia de procurador (não é procurador-geral, mas um Senior Crown Prosecutor) foi substituído. 

Bradley Walsh

Jamie Bamber

Ben Daniels

Space oddity

Há uns tempos atrás, o pinguim publicou um post sobre o filme "Drei" e a música que faz parte da banda sonora: "space oddity", do camaleão David Bowie.

Nem de propósito, na altura desse post tinha por aqui guardada uma banda-desenhada que retirei de um site (too bad, não fiquei com a fonte, mas tenho a BD em formato pdf, é engraçada).



Os 2 CD de "A Reality Tour" tocam ininterruptamente no meu mp3 há anos (segundo a wikipédia, esse poço de sabedoria, esteve previsto um concerto para o Porto em 2004, mas foi cancelado, aliás, ele cancelou muitos..)

O David seria um dos poucos artistas que me faria gastar uma pipinha de massa para o ver ao vivo. Oh, se me faria (mas qual Madonna, qual quê!)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Estertor

Acontecimento

Aí estás tu à esquina das palavras de sempre
amor inventado numa indústria de lábios
que mordem o tempo sempre cá
E o coração acontece-nos
como uma dádiva de folhas nupciais
nos nossos ombros de outono
Caiam agora pálpebras que cerrem
o sacrifício que em nossos gestos há
de sermos diários por fora
Caiam agora que o amor chegou

Ruy Belo, Todos os Poemas, Aquele Grande Rio Eufrates, Círculo de Leitores, 2000 (mais um presente da Sandra. Inesquecível.)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Andrew Bird

Dizia eu, há tempos, que era muito selectiva nos poucos concertos que iria ver este ano (por questões financeiras, claro - se pudesse assistia a muitos mais), mas este não posso perder (perdi um há dois anos, porque estava de férias).

Andrew Bird em Lisboa em Novembro (carote, eu sei, mas pode ser que seja um presente de aniversário...) 

Pão nosso de cada dia

Há pouco mais de dois anos, comprei, no Lidl, uma máquina de fazer pão (este ano, estiveram à venda de novo, mais caras 10 €). A cuba não é muito grande, mas dá para um pão de 750 grs, mais ou menos. Comecei por comprar a farinha para a mfp no Lidl, depois corri os restantes hipermercados da zona, o E-Leclerc e o Continente, preferindo as marcas brancas. Acabei por escolher as integrais e as com cereais, e descobri que as do Lidl sabiam mais a sal (não o uso muito). 

Com tantas experiências, acabei com preferir uma marca portuguesa, a Nacional, com o seu pão mais completo, metade farinha de trigo e metade farinha integral de centeio.

Depois, comecei a inventar e saiu bem à primeira. Para esta receita de pão com sementes, que leva 1/2 kg de farinha, em vez dos 300 ml de água morna, junto 360 ml. Escolho o programa integral, demorando 3 horas e picos a fazer.

Numa tigela, misturo duas colheres de sopa de aveia, duas de sementes de girassol e duas de sementes de linhaça (não coloco muito, para não ficar muito espesso). Quando apita, a meio da cozedura, junto-as à massa e pronto.

Esta receita dá para 13 fatias, porque não as corto muito finas. Por dia, tento comer não mais que duas, mas não é obrigatório, desde que não abuse e faça exercício.

Guardo o pão no frigorífico, porque fora ganha bolor, como comprovei logo no início.

(as várias sementes. No Minipreço/Dia, compram-se mais baratas que nos hipers).

(o pão na rede. Imprescindível numa casa. Até eu, que não sou grande espingarda na cozinha, sei. No micro-ondas, os imãs que trouxe de viagens. O frigorífico está ao lado, encastrado).

(a faca eléctrica. Tenho-lhe muito respeito...)

domingo, 17 de junho de 2012

sábado, 16 de junho de 2012

S. Pedro de Moel

Se temos aquele lugar de fuga, o meu é este. Passei excelentes férias em São Pedro M, umas no campismo do INATEL, outras em versão burguesa.
(e como preciso de descanso... esqueço-me de compromissos, a confusão instala-se... espero que seja apenas cansaço...)

Tenho o secreto desejo de comprar lá uma casinha de férias, mas os preços não são brincadeira e os tempos estão muito difíceis (resta sonhar).

(nem de propósito o dezanove ter publicado um artigo sobre este local.)



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Prometheus

Pois que ontem, enquanto uns viam a bola, eu via a origem do Alien.
(mais aqui, e até concordo com o comentário).

Mas, mais que tudo, adorei o Michael Fassbender.

Humor animal

Esta espécie em particular não dá muito trabalho, diz o Rato. Não confiando, aconselha-se a vacina contra a raiva.
 
 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

1Q84 II

Há uns meses coloquei um post sobre o livro 1 (são 3) de "1Q84".

Acabei o livro 2 a semana passada. Embrenhei-me nas vidas de Tengo e Aomame, no amor que sentem um pelo outro desde os 10 anos, desde que ela lhe segurou a mão na sala de aula. Esse amor silencioso que dura há 20 anos, sem  se confessarem o que lhes vai na alma, porque não se vêem desde pequenos, o que não impede de se amarem à distância. Mais cedo ou mais tarde, irão reencontrar-se (já estiveram muito perto, ele no escorrega do parque infantil, ela na varanda do prédio em frente ao parque, ambos a olharem para as luas).

A escrita de Murakami é forte, tão forte que, passados dias, ainda me lembro da sensação de sonho e de fantasia que este romance me proporcionou. Os diálogos fluem, naturais, as personagens são solitárias, mas cheias de ternura, como a cena de Tengo a acompanhar os últimos dias do pai no sanatório.

Como em todos os romances de Murakami, há solidão e violência, (não só a perpetrada sobre as mulheres - o fio condutor desta história - mas também na referência aos suicídios juvenis, que existem nas suas outras obras); todavia, também existe a doçura de gestos simples, como quando Tengo prepara as refeições (a descrição que Murakami faz da confecção faz-me ter vontade de começar a cozinhar comida japonesa).

Os capítulos, cada um dedicado à sua personagem, Tengo e Aomame, contêm uma complexidade camuflada pela escrita sedutora de Murakami. Contudo, não deixa de ser estranho este enredo, como as cenas de sexo entre Fuka-Eri e Tengo, ou corrigindo, quando ela, como Apreensora, o imobiliza e o usa, como Receptor, a nível sexual, como a única solução para acalmar o Povo Pequeno.

O mundo de Aomame e de Tengo já não existe, pelo contrário existe uma luta entre o bem e o mal, entre o real e o mundo das sombras, completado com a história surreal das ninas, as sombras das raparigas reais, que nascem numa crisálida de ar.

Não posso esquecer, também, a história da cidade dos gatos, a cidade governada pelos felinos, do rapaz que se perdeu por lá, que literalmente se tornou transparente e foi absorvido por aquele ambiente. Revela-se aqui o que há de mais belo nas histórias de Murakami, os gatos, o mundo dos sonhos, a mística que nos envolve como uma delicada manta e nos faz transportar para aquele mundo tão especial.

E claro, o jazz não pode falhar, não tivesse sido Murakami dono de um clube de jazz em Tóquio.

O fim do livro 2 deixa-me angustiada. Aomame de 10 anos a dormir no casulo, na crisálida de ar, a mesma crisálida que Tengo descreveu com minúcia no romance "A Crisálida de Ar", a história da adolescente Fuka-Eri que ele reescreveu. Afinal, o que é real e o que é fantasia?

A pergunta coloca-se com urgência: quando sai o livro 3? Estou impaciente!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Kitten Party

Este fim de tarde, só tinha intenção de ir buscar a ração Royal Canin que encomendei no veterinário com um desconto de 30%. Acabei por inscrever a Alice numa Kitten Party, uma festa purrfeita a realizar no dia 1 de Julho, à tarde.

Como o saber não ocupa lugar, embora eu partilhe a vida com gatos há 16 anos, nada como aprender mais sobre cuidar de gatinhos. Assim, enquanto a monstra (a festa é para gatinhos até 8 meses, acho que ela tem uns 9, vá, 10 meses, mas aceitaram-na), eu vou estar muito atenta às várias palestras, mas com olho no diploma da Alice e nos prémios de participação. Sim, porque cada pacote de 4 kg de Royal Canin Renal Special a 50€, eu cato todas as oportunidades para receber amostras grátis.

domingo, 10 de junho de 2012

PIXEL

PIXEL 1 e 2: concursos de pequenas histórias LGBT
colectânea de vários autores

"O concurso Pixel (de pequenas histórias lgbt) foi pensado para acontecer no universo dos blogues, na imensa minoria da dita blogayesfera, e já contou com duas edições que decorreram no blogue de que sou autor. A primeira edição do concurso foi dedicada ao tema Good friends are hard to find (título de uma música de Ed Harcourt, que também dá o nome ao meu blogue), por ser um tema que nos é sempre muito caro, e porque no âmago da blogosfera está a procura de amigos, em especial daqueles mais difíceis de encontrar. A segunda edição do Pixel teve como mote Aquele abraço (mais uma vez título de uma música, de Gilberto Gil), porque a blogosfera é também um grande abraço que nos une a todos, incluindo os que estão do lado de lá do Atlântico."
Sad Eyes (blogue "good friends are hard to find")

Fui uma participante que se estreou este ano, tendo passado à segunda fase, o que me orgulha muito, pela aceitação que a história teve.

O ebook encontra-se disponível, grátis, no site www.indexebooks.com.

Esta é a minha forma de comemorar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Pé-coxinho

Num episódio da série “Uma Família às Direitas”, Archie e Michael discutem quando Michael calça uma meia, a seguir o sapato e só depois calça o outro pé. Não me recordo bem do diálogo (já se passaram mais de vinte anos e, nas reposições da RTP – está a passar novamente na Memória - nunca apanhei esta cena), mas é qualquer coisa parecida a Archie perguntar ao Cabeça-de-abóbora , em caso de incêndio, que faria apenas com um sapato calçado? A resposta de Michael, hilariante, é que fugia ao pé-coxinho.

Se alguém encontrar este episódio no youtube, sinta-se livre de mo enviar, que será colocado aqui, para meu deleite.

Recordo-me sempre desta cena quando me calço, primeiro um pé, meia, respectivo ténis e só depois o outro pé.

sábado, 9 de junho de 2012

Aristogatos VI

Bia mimando o Farrusco (Joana atrás).


Joana muito concentrada no seu ioga, Farrusco e Bia relaxando após a dura sessão.


Alice de olho verde e eu às escuras no photoshop...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

The dreamer


I'm just a dreamer but I'm hanging on
Though I am nothing big to offer
I watch the birds, how they dive in then gone
It's like nothing in this world's ever still

And I'm just a shadow of your thoughts in me

But sun is setting, shadows growing
A long cast figure will turn into night
It's like nothing in this world ever sleeps

Oh sometimes the blues is just a passing bird

And why can't that always be
Tossing aside from your birches crown
Just enough dark to see
How you're the light over me

And by your side, girl, where the acres grow

Into the strong and stunning meadow
A cowboy stumbling in the finest field
And nothing good out there won't be old

Oh sometimes the blues is just a passing bird

And why can't that always be
Tossing aside from your birches crown
Just enough dark to see
How you're the light over me

Sometimes the blues is just a passing bird

And why can't that always be
Tossing aside from your birches crown
Just enough dark to see
How you're the light over me

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ray Bradbury

As notícias da 2 anunciam a morte de RB, fabuloso escritor de ficção científica. Quando era adolescente, espetava-me em frente à tv à tarde e assistia, no canal 2, ao Teatro de Ray Bradbury.

Há muitos e muitos anos, li Fahrenheit 451. Lá terei de o requisitar na biblioteca um destes dias.

Muito interessante esta análise (ao lê-la na diagonal, já me recordo bem do livro).

Amparando os sonhos

domingo, 3 de junho de 2012

Ronrom II

A necessidade aguça o engenho ou como não molhar as patitas.

video
Este estupendo gato é focinho chapado do meu Pitágoras, que viveu uns belos 14 anos e que nos deixou há quase 2...

sábado, 2 de junho de 2012

Orgulho

A propósito de um comentário do Francisco, eu compreendo, respeito e aceito...

As peças que vi

Nestas últimas semanas, fui ver três peças de teatro, "Acamarrados", "Vânia" e "Penélope", por esta ordem.

"Acamarrados" foi uma reposição, pelo que ficou apenas 3 dias na Politécnica. Uma peça forte e violenta, já que descreve a relação de um pai e de uma filha agarrados a uma cama, cada um deles contando, compulsivamente, a sua história de vida, ele a ascensão e a queda da sua empresa de móveis, ela, o passeio na praia, as histórias que a mãe lhe lia. Falam de tudo, desde que o silêncio seja preenchido, porque não há nada pior que o silêncio, a loucura que aí resta.

O pai, louco, construiu paredes dentro de casa, enclausurou mãe  e filha e ele entrou ele, também, para a cama; a filha ficou lá presa devido à poliomielite que apanhou em criança.

As frases são curtas, violentas, ricocheteando no espaço pequeno do quarto circundado pelas paredes. Com dois grandes actores: Carla Galvão e António Simão.


"Penélope" é uma peça divertida em calções de banho, a versão moderna da tragédia de Homero

Quatro pretendentes reunidos em volta da barbacoa numa piscina vazia e correndo o risco de ser desmancha-prazeres, aqui está o resumo em inglês. Quatro fabulosos actores semi-nús (não, quase, quase, usam roupão de banho também...): João Vaz, José Neves, Pedro Carraca e Pedro Luzindro. A Penélope é Joana Barros.

Esta deliciosa peça é encenada por Jorge Silva Melo.

As duas peças dos AU foram escritas pelo irlandês Enda Walsh.


"Vânia", de Anton Tchekov, está em cena no Teatro da Trindade. Encenada por Isabel Medina, une-se ao nosso tempo, de desigualdades gritantes, de pobreza, de crise de valores que estrangula o Homem num sem fim de trivialidades, de inércia e de impotência. Atira-o para uma vida de sobrevivência e de desistência.

As personagens são actuais, reais, como o médico Astrov: "Daqui a cem, duzentos, mil anos, o Homem será feliz?"

Destaco, do brilhante elenco, João Lagarto, como Vânia, o frustrado, o desiludido, e São José Correia como a sua sobrinha Sónia, a única que tenta resistir, apesar de ter visto gorado o seu amor pelo médico. A única que trabalha, que compreende os outros e que vive cada dia, pois só assim poderá sobreviver.

Quarta-feira é dia do espectador, tanto na Politécnica como o TT. O preço do bilhete é 5€. Não há desculpas.

Divirtam-se!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Hã?

Tenho um ouvido inflamado e estou meio surda. Uma limpeza demasiado bem sucedida, no domingo, fez mazelas.

Só me apercebi que estava inflamado nessa noite, quando me fui deitar e, no silêncio do quarto, comecei a ouvir a máquina da roupa da vizinha a centrifugar em programa delicado - tchuca, tchuca, tchuca (nada de extraordinário, dado que as paredes são finas e ela coloca a máquina a lavar de noite). Só que não era a vizinha, mas era eu, um marulhar no ouvido, um latejar ritmado, que me impossibilitava de dormir.

Consegui uma consulta de otorrino ontem, tendo saído dos Lusíadas às 8 da noite. Sou uma mariquinhas pé-de-salsa, não suporto dor. Mal a médica enfiou o aspirador no belo do ouvido esquerdo, dei um berro e quase saltei da cadeira. Resta estar a anti-inflamatório e a gotas o fim-de-semana e lá regressar segunda de manhã para aspirar a cera que está a pressionar o tímpano.

Até lá, estou proibida de usar os fones. Quando regressar ao estado normal, terei que optar por uns auscultadores-penteado-princesa-Leia.

Corrupt