terça-feira, 31 de julho de 2012

Insónia

O que fazes quando acordas às 5 da manhã após uma noite muito mal dormida e com uma larica do outro mundo? Comes, mas comes mesmo muito! Massa com soja (seria o almoço desse dia depois da praia - e vai ser, porque sobrou bastante). De seguida, tiras a loiça da máquina, arrumas a cozinha, vês o dia raiar, ouves os pássaros a chilrear, cumprimentando o sol, escreves este post, com os gatos matutinos estendidos a teu lado na tijoleira fria da cozinha.

E depois pensas em rever, pela quinquagésima vez, "Garden State"...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

JO

Acordei cedo para ver a Telma... ainda tão remelosa e a comentar os vossos blogues e a fazer montes de erros.

domingo, 29 de julho de 2012

Ténis de Mesa nos Jogos Olímpicos

Nunca fui grande fã de ténis de mesa e não tenho grande jeito para o mais informal ping-pong, embora guarde uma velha raqueta na arrecadação.

Todavia, é um consolo ver o mesatenista Marcos Freitas, embora ache que lhe falta um pouco de paciência. Espero que passe à fase seguinte.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Underworld

Fiquei com vontade de ler algo de Don DeLillo, depois do sururu que houve em redor de Cosmopolis (não vi - mas muito por causa do actor em questão, embora não lhe ache graça nenhuma, confesso).

Sorte foi ter encontrado na pequeníssima mas muito interessante biblioteca do meu irmão (sim, tenho um irmão mais novo 11 meses), esta pérola (a Alice também está curiosa, como se vê).
 

Coincidência também ele ter vários romances da Patricia Cornwell e da sua "Scarpetta" em paperback (o  inglês é a sua segunda língua, pois trabalhou alguns anos em Inglaterra).

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Aristogatos IX




A Alice pode ter corpo, mas não passa de um bebé... o tapete dos abdominais (quais, há décadas que não os faço) é dela, agora...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Livros V

Putas de Lisboa

Ricardo Bargão encenou a peça "Putas de Lisbooa", que está no Teatro-Estúdio Mário Viegas.

Fui vê-la ontem.

Não achei uma grande, fabulosa peça, são três testemunhos entre dezenas recolhidos pelo encenador no mundo da prostituição em Lisboa, um travesti brasileiro, um prostituto jovem e uma prostituta não muito nova. Três monólogos que se juntam a meio da cena, quando se conhecem na prisão.

Dos três actores, o que mais se salienta é o que faz a personagem do travesti, que mais retira gargalhadas da plateia, de resto, os outros dois actores são fracos, e ela, por se ter estreado ontem, estava muito nervosa, tensa e isso manifestou-se na pouca qualidade da representação.

No fundo, é uma comédia, mascarando-se as agruras dessa vida com risos fáceis, os actores interagindo com alguns homens da plateia, estes rindo, participando, nervosos, com as mulheres/namoradas ao lado.

Destaca-se o strip integral (mas tapado por um sapato) do prostituto e o show de cabaré (fraquinho também), no fim.

Não me custou o preço que está no link, mas 8€, pela Letsbonus (é verdade que, para mim, não valia o preço normal, mas o grupo de teatro não tem nenhum apoio do Estado, apenas a colaboração do TEMV, que cedeu a sala).

E, para não variar, aconteceu mais um episódio bizarro, mais uma das famosas coincidências. Como é usual, levei um livro, desta vez o do GM que falei num  post anterior, "O homem que odiava a a chuva e outras estórias perversas". No metro, depois da peça, estava embrenhada na história de uma mulher que tem um filho drogado e estava a desabafar com o padre a sua triste vida, quando assisti (entre um olho no burro - o livro - e outro no cigano - a cena), a um drogado a passar um extraordinário sabão a um rapaz, pedia dinheiro, que tinha fome, que não comia há dias, etc. e este mundo e o outro - o rapaz manifestamente incomodado já não sabia para onde se virar. O drogado desistiu dele e dirigiu-se a mim, eu que estava encostada junto à porta, a ler até chegar a minha estação, Sete Rios. Lá repetiu a cena, mas eu não lhe dei muito tempo, se decorreram uns 10 segundos foi muito, até eu esticar o braço, olhá-lo bem nos olhos (estava embrenhada no conto e assustada por aparecer exactamente o mesmo tipo de personagem à minha frente - não que eu tenha medo de agarrados, mas também não lhes alimento o vício) e declarar: "Não. Afaste-se já!". Segundos depois, a porta abriu-se e eu saí.

De tantos contos que o raio do livro tem, tinha que me calhar ler exactamente aquele naquela altura...

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Coincidências III

Isto só a mim... Fui à biblioteca deixar os livros que tinha trazido há duas semanas, 3 do Guilherme de Melo e um do David  Leavitt e trouxe 2, novamente 1 do GM e outro do DL. Estou de férias, passo por lá amiúde e irei comprar o último do Zafón, por isso não me estiquei nos empréstimos.

Comecei a ler "O Homem que odiava a chuva e outras estórias perversas" e de repente, aí na página 11, dou de caras com um incêndio provocado pelo cigarro do Cláudio.

E é a mais pura das coincidências, nunca tinha lido este livro e nem de propósito, Portugal está a arder por todo o lado, e no regresso a casa, pelas 6, o meu comboio esteve meia hora parado entre Sete Rios e Campolide, além de ter saído atrasadíssimo do Areeiro, devido a um pequeno incêndio na berma da auto-estrada, perto dos Foros da Amora (isto para quem conhece o trajecto).

A auto-estrada estava um caos em direcção em Lisboa, o incêndio não era muito, mas o fumo tapava tudo, estavam lá os bombeiros e as Forças de Segurança a regular o trânsito. Eu pensei logo  num idiota de um cidadão que atirou a ponta de um cigarro da janela do carro e pegou logo, está tudo seco e é pura sorte existirem bombeiros na Amora e a auto-estrada ser um corta-fogo que impedia o fogo de ir para o outro lado.

Ele há dias... 

A Delicadeza

Fui ver, finalmente, "A Delicadeza". 

Tinha planeado ir há mais tempo, mas ando muito cansada e a Bia permanece em vigilância médica - afinal a bactéria que lhe provoca a infecção urinária é resistente a vários antibióticos, terá que tomar um específico duas vezes ao dia, de 12 em 12 horas.

Gostei, chorei um bocado, apreciei o facto da sala do El Corte Inglés não ter somente mulheres, havia 2 ou 3 homens sozinhos (isto às sete da tarde - já tinha escrito algures que prefiro essa hora, muito pouca gente, lugares não marcados, o que me permite fugir ao irritante mastigar das pipocas), faz-me pensar que eles são uns eternos românticos à procura de amor, ou então são uns fãs da Audrey, e ela que ternura que é.

É um filme romântico, uma história sobre uma mulher que enviuvou demasiado jovem, é a história de tantos de nós, que se refugiam no trabalho quando perdem um grande amor. O que é bonito, o que gostei tanto foi o facto de o homem que a fez despertar de novo para a vida não ser um galã, na verdade, é um sueco de quase dois metros, desengonçado, tímido, que se veste com aquelas camisolas de gola redonda beges, com listas, e que usa uma mochila horrível, tem barba, é careca, parece um grande alce sueco com aquele sorriso e cara de parvo, mas é tão bonito por dentro, tão bondoso e apaixona-se à primeira vista com o beijo que ela lhe dá. Ela que sente tanto a falta do marido, esse sim, um rapaz de tirar o fôlego, e que par tão giro que eles faziam, e em contrapartida há o Markus, um subalterno, que lhe oferece um alce "pez" e que ela adora e que, no fim, é a sua tábua de salvação.

Ela pequenina, que se veste tão bem, sua chefe, ele um matulão anódino, que lhe segura a mão à noite e que a faz feliz. Ao fim e ao cabo, não é isso que todos desejamos?

E a banda sonora? Tão linda...

"Adoro o seu cabelo. Podia ir de férias no seu cabelo." - Markus (fabuloso!)

Bom dia!

sábado, 14 de julho de 2012

Kitten Party II

Lembram-se deste post?

A recompensa foi um saco de amostras, dois ratinhos para brincar, um diploma, uma manta que cobre a transportadora (óptima para os gatos não se assustarem), aprender coisas importantes (ben-u-ron e aspirina são tóxicos para os felinos), um lanche com sandes em formato de peixe e muitas brincadeiras com outros gatos (eu brinquei, que a Alice, sendo a mais velha do grupo, manteve-se sempre à distância e nunca interagiu com gatinhos de 2, 3 meses).
 




 
A Alice é linda, não é?

Podem ver mais fotografias aqui.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Herodíades

"Publicado em 1993, Herodíades é o segundo de Três Prantos que se centram nas personagens (ou só vozes?) de Cleópatra, Herodíades e Maria, monólogos em verso, lamentos de amor de Cleópatra que chora António, de Herodíades que arde de desejo pelo Baptista que a recusa, e pranto antiquíssimo de Maria. Texto ardente de sexo reprimido, do incompreensível mundo novo que a castidade inaugura, desesperado adeus à carne e ao desejo perante um mundo que se move e onde avançam os pobres, os castos, os humildes. Só a morte apaga o ardente desejo de Herodíades, aqui representada por um actor mais do que intenso, incendiado".
Jorge Silva Melo

Escrita por Giovanni Testori, encenada por JSM e interpretada por um fabuloso Elmano Sancho, a peça está na Politécnica até dia 21 deste mês.  

Aproveitei ontem ser dia do espectador e fui assistir. A sala, embora menor que a principal, estava bem composta. 

Aconselho, claro.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Miradouros I

Não é um miradouro, mas é um bom substituto. É a esplanada da cafetaria da Pollux, no 9.º andar (o elevador só vai até ao 8.º, resta subir as escadas, fazer um consumo mínimo e apreciar a vista). 

Como estava vazia, estive, na passada terça-feira à hora do almoço, a ler, primeiro numa mesa e, depois, arrastei um banco alto para a ponta e por lá fiquei um bom bocado. Adorei! O único senão é ouvir-se permanentemente o ruído do elevador. 







segunda-feira, 9 de julho de 2012

Corpo em Suspenso

Desabotoo as imagens do olhar,
guardo os sentidos à sombra
de um entardecer

e disperso os pensamentos
por um tempo imenso

que acontece
lentamente.

É um fio delicado de existência,

ausente de mãos,
ausente de palavras,

corpo à deriva
pela transparência do ritmo.

Volúpia, respiração.

Sandra Costa, Sob a luz do mar, p. 106.

sábado, 7 de julho de 2012

Aristogatos VIII

Os sábados de manhã servem para descansar? Não nesta casa. Passava pouco das sete e meia e já tinha duas gatas a miar à porta do quarto, a Alice e a Bia. É hábito a Alice acordar cedo todos os dias, cria uma rotina associada aos meus horários e quando estou no duche, lá está ela deitada em frente, à espera; vou tomar o pequeno-almoço, está não do meu lado, mas na rampa da piscina da Batá (uma paixão louca). A Bia não está tão acostumada a levantar-se cedo, mas encontra-se doente (as mazelas da idade) e é a que recebe mais mimos agora. 

Às 9h30 já estava no veterinário com a Bia, para tratar a infecção urinária que tem, não há nada a fazer, tem 16 anos.

Vou lá buscá-la logo, porque tem que fazer imensos exames; até lá eu estou com o coração nas mãos.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Livros III

Vai uma pessoa correr na baía e olha para o alto e lá está a biblioteca e não consegue resistir e regressa a casa com leituras para as próximas semanas.

Essa pessoa faz é sempre uma triste figura, porque corre sem óculos, (não gosta do peso no nariz) e depois, pitosga, espeta o nariz nas lombadas, para ler os títulos.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Bosão de Higgs

A Higgs Boson particle enters a Church loudly proclaiming "The God particle has arrived!"
The priest, angered by the particle's arrogance, orders the particle to leave.
The particle responds, "But without me you can't have mass!" 

rag!

Poesia nas paredes I

Encontrada nas minhas deambulações por Lisboa (é por isto que ando sempre com a máquina na mochila).

 Na rua atrás da rua do Teatro Villaret

terça-feira, 3 de julho de 2012

Os 39 Degraus

Na passada quinta-feira fui ver "Os 39 Degraus". Adaptada do filme com o mesmo nome, de Alfred Hitchcock, a peça tem apenas 4 actores, João Didelet, Rui Melo, Samuel Alves e Vera Kolodzig.

Gostei de ver o Villaret praticamente cheio para assistir a esta comédia, que tem a costumeira intriga e espionagem dos filmes de Hitchcock e se desenrola em alta velocidade, dando origem a muitas gargalhadas.

A pobreza do cenário é colmatada por uma porta que é incansavelmente aberta, possibilitando, assim, a mudança de uma cena, ou por caixotes que simulam a carruagem de comboio ou o automóvel.

Sim, os adereços e o cenário não são o mais importante da peça, o que realmente interessa são as fortes representações de João Didelet e Rui Melo. Sem dúvida que são fantásticos, representando sozinhos a maioria dos papéis. Os sons que fazem simulando as portas perras da carruagem, da janela, do motor do automóvel, que não arranca (por o volante estar do lado errado, afinal, no Reino Unido a condução faz-se pela esquerda), são inesquecíveis.

Gostei da peça, apesar do humor fácil, que me fez lembrar os Irmãos Marx, pois que é bastante difícil fazer humor deste género sem cair na banalidade.

Por estar cansada e de não estar habituada a fazer serões culturais em dias de semana, aliado a ter visto o filme em casa na véspera, não apreciei a peça como deve ser... mas diverti-me um bocado e ri e desanuviei, que foi o mais importante.

E não esquecer: Psycho esteve lá, também.

"Os 39 Degraus" está em exibição no Teatro Villaret, às Picoas, até dia 8.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

domingo, 1 de julho de 2012

2012

-"É um Dalek, do «Doctor Who?»", @"2012", série britânica a passar neste momento na 2.

Genial, absolutamente genial!

Canção da América

Apesar de ter confundido os santos e se ter esquecido do António e do frio, valeu a pena. E chegar e ter um lugar sentado reservado pelos meus amigos, foi a cereja em cima do bolo.

Foi uma excelente noite de sábado.