quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cuckoo


(com o youtube converter, delicio-me).

Cinemania II

Depois de Moonrise Kingdom (finalmente!), ontem, estão em carteira o 360, com um dos meus actores preferidos, Anthony Hopkins, mais o Jude Law, a Rachel Weisz e o Ben Foster, e o Bonsái, que é um filme chileno que tenho muita curiosidade em ver.

Amanhã o fim de tarde está reservado aos Românticos Anónimos, do ciclo de um ano de filmes que o King está a exibir.

Underworld III

  "There's a kid in his class who eats pages from his history book nearly every day. The way he does it, he places the open book under the desk in his crotch and slyly crumples a page, easing it off the spine with the least amount of rustle. Then he has the strategy of wait a while before he brings his fist to his mouth in a sort of muffled cough with the page inside the fist, like whitesy-bitesy. Then he stuffs in the page and the tiny printed ink and the memorized dates, engrossing it quietly. He waits some more. He lets the page idle in his mouth. Then he chews it slowly and carefully and incomplete, damping the sound by making sure his teeth do not met, and Cotter tries to imagine how it tastes, all the paper points and edges washed in saliva, becoming soft and limp and blottered so you can swallow smooth. He swallows not so smooth. You can se his adam's apple jerk like he just landed a plane on a foreign shore."

p. 141.

E eu imagino a cena em câmara lenta, o grande plano do rosto do rapaz a mastigar cuidadosamente o papel e a engolir...

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Auto-estima

Teatro 2012-2013

Como há muito tempo não falava de teatro, informo que a temporada 2012-2013 dos Artistas Unidos começa na próxima semana, com a peça "Feliz Aniversário".

O dia do espectador passa de um para dois dias, terças e quartas, a 5 €. 

Já tinha saudades.

domingo, 26 de agosto de 2012

Gato


Que fazes por aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pelo, frio no olhar!
De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?


Alexandre O'Neill
Abandono Vigiado, 1960

sábado, 25 de agosto de 2012

Dor de sábado à noite

Há formas piores de passar uma noite de sábado, mas agora não me lembro de nenhuma...


(post actualizado às 00h40):
Há coisas muito piores: Bia está com nova infecção urinária. 

Discworld VII

Porque as tartarugas também têm ataques de mimite aguda...



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Cinemania


Bom fim-de-semana.

Underworld II

  "And I knew that strategic bombers flew at something like fifty-five thousand feet. And I decided this is the refracted light from an object way up there, this is the circular form it takes. Because I wanted to believe that's what we were seeing. B-52s. War scared me all right but those lights, I have to tell you those lights were a complex sensation. Those planes on permanent alert, ever present you know, sweeping the Soviet borders, and I remember sitting out there rocking lightly at anchor in some deserted cove and feeling a sense of awe, a child's sleepy feeling of mystery and danger and beauty. I think that is power. I think if you maintain a force in the world that comes into people's sleep, you are exercising a meaningful power. Now [1992] that power is in shatters or tatters and now that those Soviet borders don't even exist in the same way, I think we understand, we look back, we see ourselves more clearly, and them as well. Power meant something thirty, forty years ago. It was stabel, it was focused, it was tangible thing. It was greatness, danger, terror, all those thing. And it held us together, the Soviets and us. Maybe it held the world together. You could measure things. You could measure hope and you could measure destruction".

1.ª parte, pp. 75-76.



Neste outro trecho, estamos lá, com o olhar fixo nas mãos de Cotter e na mão de Bill, Bill que agarrou primeiro na bola de basebol, a bola do jogo histórico em que os Giants ganharam aos Dodgers, em 1951, e Cotter que torce a mão do outro daquela forma violenta:

  "It is a small tight conflict of fingers and inches, a lifetime of effort compressed into seconds.
  He gets his hands around the rival's arm just above the wrist. He is working fast, thinking fast - too much and people take sides.
  The rival, the foe, the ofay [*], veins stretched and bulged between white knuckles. If people take sides, does Cotter have a chance?
(...)
  And Cotter's hands around the rival's arm, twisting in opposite directions, burning the skin - it's called an Indian burn, remember? One hand grinding one way, the other going the other, twisting hard, working fast.
  There's a pause in the rival's breathing. He is pausing to note the pain. He fairly croons his misgivings now and Cotter feels the arm jerk and the fingers lift from the ball."

Prólogo, pp. 47-48.

[*Cotter é um adolescente negro e Bill Waterson é um homem branco].

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Meninos bonitos

Não querendo ficar atrás do Arrakis, :)

Deixo-vos o link e rest my case.

Erro


Não é difícil de detectar... 

(ontem um filme japonês, hoje um alemão, nada como fugir do comercial).

O Meu Maior Desejo

Ontem, em vez de ir ao El Corte Inglés, fui ao King ver o filme I Wish - O Meu Maior Desejo, realizado pelo japonês Hirokasu Koreeda.

Koichi e Ryu são dois irmãos, o primeiro vive com a mãe e os avós numa cidade que tem um vulcão, o segundo vive com o pai, que toca numa banda indie.

O miúdo mais velho sofre com a separação dos pais, pelo que deseja que o vulcão comece a entrar em actividade, em vez de expelir apenas cinza, de modo a que a mãe vá viver com o pai e que fiquem juntos de novo. O irmão mais novo tem neste filme um grande papel, cuidando de si próprio sem a ajuda do pai e cultivando uma pequena horta no quintal. Os irmãos contactam-se frequentemente pelo telefone, embora estejam separados há seis meses.

Por acreditarem que vendo dois TGV a cruzarem-se os desejos formulados se realizam, os dois irmãos e os seus amigos, sete crianças ao todo, lançam-se numa bonita aventura que fortalece os laços de amizade entre eles.

É um doce e sensível filme, cheio de sonhos e inocência, onde as crianças têm o papel principal, com especial destaque para o actor que faz de Ryu. Adorei o seu belo sorriso.

Vale muito a pena ver, ainda mais por estar apenas em exibição no King.

 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sophia

Underworld

"By announcing first, we prevent the Soviets from putting their own sweet spin on the event. And we ease public anxiety to some degree. People will understand that we've maintained control of the news if not of the bomb. This is no small subject of concern. Edgar looks at the faces around him, open and hopeful. He wants to feel a compatriot's nearness and affinity. All these people formed by language and climate and popular songs and breakfast foods and the jokes they tell and the cars they drive have never had anything in common so much as this, that they are sitting in the furrow of destruction."

p. 28.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Celibate

Francisco, quando começares a pensar que a coisa está a caminhar pró sério, atiras com isto. :D

Underworld e Calvin & Hobbes

Qual é a diferença entre estas duas publicações?
Uma letra.

Bill Waterson é umas das personagens de Underworld; Bill Watterson é o criador de Calvin & Hobbes.
Mais uma daquelas coincidências, a propósito de uma tira do C&B que publiquei ontem.

Memórias

Gosto de guardar coisas dentro dos livros, um bilhete de cinema, uma brochura de uma exposição, um desenho da minha irmã com a frase "Pedir à Mãe uma receita propia de Natal".

Este boneco deve ter uns 14 anos...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

I shot the serif



Só para dizer que não gosto das letras serifadas, como a Times New Roman, mas também não utilizo a Comics. Esta é a razão.

 Aqui, escolheu-se a Trebuchet, no dia-a-dia, fico-me pela Arial.

domingo, 12 de agosto de 2012

Aquele abraço

Que lindo o final da cerimónia de encerramento dos JO.

Não sei onde estarei daqui a quatro anos, mas se os desejos se realizassem num passe de magia, gostaria de estar no Rio de Janeiro.
 

Publicidade

 A lubrificante.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cranberries

Depois do cinema ontem, fui ao supermercado do ECI e comprei arandos e sementes de chia e umas barras de quinoa deliciosas. O ECI é caro, mas tem uma área de produtos biológicos variada. Estava na hora de renovar os produtos com fibra da despensa.

Já estava farta de misturar no iogurte de soja as sementes de girassol e as bagas goji. (nestes dias de calor, a iogurteira revela-se mesmo a minha melhor amiga).

Adoro arandos. 

Batflop

Ontem fui ver o novo filme do Batman, ao El Corte Inglés.

O que dizer do filme? Aborrecido, mas tão aborrecido... Passei grande parte do tempo a bocejar, a assistir a uma direcção de actores muito pobre, a uma fita plena de efeitos especiais, a montes de pancadaria e mortes, a anarquia em Gotham City (sem sangue!), a um vilão sem carácter, a uma Catwoman que era só nariz e lábios (Michelle Pfeiffer, volta) e a um Batman fragilizado/Bruce Wayne sem chama. Joseph Gordon-Levitt foi o único que salvou a honra do convento (à espera de o ver vestido de Robin). 

Só se salvam os últimos 45 minutos, mais minuto, menos minuto, em que aquilo arrebitou e se vê um bocado de acção, no meio de tantas interpretações enfadonhas.

Doía-me o rabo e as costas de estar tanto tempo sentada, cruzava uma perna, depois outra, bocejava, suspirava, bocejava e bocejava.

Se, depois de lerem isto, ainda quiserem ir ver, alimentem-se muito bem e vão ao WC antes, porque são quase três horas de pura estopada.

Não, André, não é estúpido, eu também não entendi.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Terra



Também a seguir na RTP Memória.
Feliz aniversário, Caetano.

Música de outros cantos

Não me apetece escrever nada, apetece-me ouvir e ouvir e rastejar pelo chão e encostar-me ao sofá ao som desta música, neste sítio, um dos mais bonitos que já li e ouvi.

domingo, 5 de agosto de 2012

O mar está sereno




Foram-se as gaivotas.
Ficaram os risos dos miúdos nas piscinas à beira-mar, as tatuagens dos rapazes, a pele bronzeada, os pêlos dourados, as bolas de berlim, os beijos doces e salgados, o cheiro a côco do creme solar.

O mar está sereno.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Sexta-feira sol dourado

Sexta-feira sol dourado
esperança de solução de todos os problemas
não por à sexta-feira ter morrido cristo
que o poeta aliás comemora a comer bacalhau
ou outro peixe trocado pelos pescadores
que morreram ou morrerão no mar
esse peixe que antes nos chegava directamente
e agora passa pelas mãos do almirante henrique tenreiro
sexta-feira sol dourado
não por à sexta-feira ter morrido cristo
mas por se dispor da semana americana
Agora é que vamos ser felizes
A sexta-feira chega enche-se o peito de ar
a eternidade é não haver papéis
a vida muda vamos contestar
talvez assim se consiga aumentar
a duração média da vida humana
Sexta-feira sol dourado
que alegria ser poeta português
Portugal fica em frente

Ruy Belo, Todos os Poemas, País Possível, Círculo de Leitores, 2000

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Emoticats

O Prisioneiro do Céu

Agradeço à Planeta ter publicado o último livro do Zafón e não ter ligado patavina ao Acordo Ortográfico.

Voltamos às aventuras de Daniel Sempere e Fermín Romero de Torres e ao Cemitério dos Livros Esquecidos e à Barcelona de meados da década passada, que conhecemos em "A Sombra do Vento" e "O Jogo do Anjo".

Um excelente livro para as férias.