quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Profundo Mar Azul

Gostei muito deste filme, que é uma adaptação da peça de teatro de Terence Rattigan, de 1952. Gostei principalmente da Rachel Weisz. É uma das minhas actrizes preferidas, aqui interpretando o papel de uma mulher casada com um juiz pouco emotivo (e com uma mãe insensível) e que se apaixona por um piloto da Segunda Guerra Mundial, indo viver com ele. O filme começa com a tentativa de suicídio dela por ele não se ter lembrado do seu aniversário, desenrolando-se, então, em flashbacks, apresentando momentos mais ou menos felizes dessa nova relação.
 
Ao longo do filme, há jogos de sombras que gostei, bem como grandes planos dos actores, a imagem fixa-se muito tempo nos rostos, e eles actuam como se estivessem num palco. Também gostei da semi-obscuridade de certas cenas, como no passeio junto ao bar, após uma intensa discussão entre eles, em que me pareceu um momento muito íntimo, quase confessional entre ela e o amigo dele.

É um filme forte com uma belíssima cenografia que me agradou imenso. E lendo a crítica no Ípsilon, agora percebo aquela névoa presente na imagem, que me fazia um pouco de confusão (a propósito, adorei a segunda crítica).

Por tudo isto, talvez o mais importante deste drama seja mesmo a necessidade de amar e nunca se prender às circunstâncias, sendo que a diferença desse amor é mostrada a determinada altura pela senhoria da casa (Mrs. Elton, interpretada por Anne Mitchell), numa cena brilhante e, ao mesmo tempo, dolorosa e que me fez recordar, claro, o filme 'Amour'.

Samuel Barber e o concerto para violino Opus 14, segundo movimento (este excelente CD faz parte da banda sonora.)

11 comentários:

  1. tinha-me passado despercebido, mas o teu texto despertou-me o interesse e anotei.

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    1. há que tempos que queria vê-lo. tenho ido muito poucas vezes ao cinema, agora, de modo que priorizo. e deu-me vontade de vê-lo novamente ou, mais provável, arranjar o DVD.

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    2. aproveitando a deixa: está para breve a estreia do documentário 'searching for sugar man', sobre o músico Rodriguez.

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    3. estava na lista do flight entertainment de um dos voos das últimas férias, mas eu não estava muito in the mood para me concentrar numa coisa a sério, preferi jogar gamão e ver o Life of Pi

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    4. não cheguei a ver a vida de pi...
      há uns poucos de meses vi um '60 minutos' sobre o rodriguez, que muitos julgavam morto e tinha um enorme sucesso na áfrica do sul. afinal está vivo e o realizador do documentário fê-lo com uma aplicação de vídeo no telemóvel que custou uns 8 dólares, porque não encontrava financiamento.
      deve ser interessante o filme. o rodriguez foi revitalizado graças a este filme, mas ainda vive como um eremita, como viveu nas últimas décadas, pobre e quase cego, julgo.

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  2. Gostei muito do filme. Os dilemas e as contradições dos personagens são muito fortes. E apesar de ser algo lento é muito intenso, quase como uma peça de câmara sufocante.
    Os actores estão brilhantes.

    Bjs.

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    1. gostei da lentidão, foi isso que me fez pensar que estava a vê-los num palco e não num filme.
      estão, sim.
      bjs.
      ps: e o freddie page? uau! :)

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  3. Também já anotei na minha agenda ;)

    Beijinhos

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  4. Gosto muito da Rachel Weisz. Tenho tantos filmes para ver e continuo a sacar...Qualquer dia não tenho espaço no disco.

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    1. eu não saco, nem me atrevo a encher mais este notepad, que está carregado de tanta tralha e demora séculos a abrir. tenho uns filmes que me emprestaram há meses e ainda não tive paciência para os ver.
      bjs.

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