sábado, 7 de dezembro de 2013

Uma exposição, uma peça de teatro, um livro

Na passada quinta-feira, dei um pulo ao Museu Nacional de Arte Antiga, seguindo a sugestão do João Roque, para ver a exposição 'A Paisagem Nórdica do Museu do Prado', a primeira exposição do Museu do Prado, de Espanha, em Portugal, e inclui obras-primas de Rubens, Brueghel e Lorrain. São 57 obras fantásticas que representam as paisagens flamengas e holandesas do século XVII. Em nove núcleos, podemos apreciar os temas como a montanha, o campo, a paisagem de gelo e neve, Rubens, nos jardins do palácio, paisagens exóticas, paisagens de água e a pintura na Itália.
Neste link (Prado em Lisboa), podem descobrir todos os pormenores desta excelente exposição. Não podem perder, de facto.


Ontem ao fim da tarde, fui ver mais uma peça ao Teatro da Politécnica, desta vez 'A 20 de Novembro', de Lars Norén. Com João Pedro Mamede, um jovem actor a intepretar um adolescente de 18 anos; uma interpretação densa e um murro no estômago, um texto intenso, frio e clínico baseado no diário íntimo de Sebastian Bosse, que a 20 de Novembro de 2006 disparou sobre alunos e professores do seu antigo liceu antes de se suicidar. Mais uma vez, imperdível, dada a sua actualidade. Não há muito tempo, um adolescente numa escola às portas de Lisboa tinha planeado algo semelhante. Ninguém lhe notou os sintomas, vítima de bullying, tímido, família normal. Hoje é o último dia e é às sete da tarde.


Por fim, acabei há uns dias 'Toque de Veludo', de Sarah Waters. Gostei muito mais do livro do que da mini-série da BBC que encontrei no youtube. Bem, fico-me pelo romance. Passa-se nos finais do século XIX, na época vitoriana e descreve, de uma forma picaresca, a vida de Nancy, uma vendedora de ostras de uma localidade à beira-mar no Kent que se apaixona por uma cantora de music-hall, vestida como se fosse um jovem. Vão as duas viver para Londres, têm um duo de sucesso representando e cantando travestidas como homens, fase esta que Nan, a protagonista da história contada na primeira pessoa, aprofunda quando é traída pelo seu amor. Assim, para sobreviver, pois vê-se praticamente sem dinheiro, acaba por se prostituir sempre fingindo ser um jovem e tem como clientes unicamente homens, que desconhecem que ela é uma mulher. Entretanto, conhece uma dama da alta sociedade,  vive com ela como sendo 'o seu rapaz', entre luxos e festas de lésbicas. Claro que isso não podia durar eternamente e Nancy, mais uma vez, volta para a rua, miserável e sozinha. Vai viver com uma família de activistas socialistas, apaixona-se pela jovem trabalhadora e lutadora pelos direitos das mulheres e, finalmente, encontra a felicidade ao lado dela.
É um romance com algumas cenas explícitas, irreverente, sensual, dramático também, mas, na sua essência, dá a conhecer o mundo do teatro, da prostituição, do movimento pelos direitos das classes trabalhadores do anos de 1890. Gostei bastante. Tanto que encomendei outro e os restantes desta autora encontram-se esgotados.

6 comentários:

  1. Também quero visitar a esposição no MNAA. Sempre me despertou a atenção, e pela tua crítica, parece valer mesmo a pena :)

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    1. critica pequenina, por isso coloquei o link, vale a pena, fiquei maravilhada :)

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  2. A exposição vou ver em Janeiro, a peça vou ver hoje e o livro, que não lerei (...) foi comprado quando fomos juntos à Feira do Livro.

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  3. Margarida

    Irei ver a tua primeira sugestão para um destes fins de semana ;)

    Beijinhos Doces :D

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