segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ara

 

Ara é pedra de altar, onde ela chora um amor impossível, são versos de amor em cartas de amizade, é poesia em noites de insónia, é um sonho do que poderia ser, mas não é. São saudades e um reencontro sonhado passados tantos anos.

Ara lê-se de coração apertado, um romance ou um poema? Declaração de amor, memórias, sonhos, desejos, a realidade.

Por que é que eu sou o ponto mais vazio entre querer o mundo todo e não o ter?

Ara é tão belo e delicado que pede uma segunda leitura, uma terceira e muitas mais. É uma flor, é japoneira, é rosa, é um poema cujos versos são as páginas que se folheiam devagar.

             o que eu quero agora é deixar-te estas páginas aí, 
             por sob a porta, ou mandar-tas mais tarde, quando
             o que já for tarde a protecção de mim, mas entre o
             que eu quero (o mundo todo) e o meu nada, a dis-
             tância é de abismo 

6 comentários:

  1. Um livro a ler, sem dúvida, embora (e esta declaração pode ser polémica) eu não me entusiasme muito com literatura lésbica, e suponho que este livro seja sobre isso...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não, quero dizer, nada explícito, poderias aplicar a qualquer tipo de amor. claro que ela ama a amiga e nunca o disse, mas de resto é um grande poema e muito íntimo. é muito bonito.

      Eliminar
  2. Fiquei com curiosidade... precisooooo de tempo!

    ResponderEliminar
  3. Não conheço. Um novo abecedario dos livros, desta vez com caráter opinativo pelo meio? Lol

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. não, Horatius. é um romance. o livro que acabei de ler. pois era o que iniciava o alfabeto dos livros, de facto :)
      é uma ideia, começar um novo tipo de alfabeto crítico, mas fica para outro dia :)

      Eliminar