segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Ara
Ara é pedra de altar, onde ela chora um amor impossível, são versos de amor em cartas de amizade, é poesia em noites de insónia, é um sonho do que poderia ser, mas não é. São saudades e um reencontro sonhado passados tantos anos.
Ara lê-se de coração apertado, um romance ou um poema? Declaração de amor, memórias, sonhos, desejos, a realidade.
Por que é que eu sou o ponto mais vazio entre querer o mundo todo e não o ter?
Ara é tão belo e delicado que pede uma segunda leitura, uma terceira e muitas mais. É uma flor, é japoneira, é rosa, é um poema cujos versos são as páginas que se folheiam devagar.
o que eu quero agora é deixar-te estas páginas aí,
por sob a porta, ou mandar-tas mais tarde, quando
o que já for tarde a protecção de mim, mas entre o
que eu quero (o mundo todo) e o meu nada, a dis-
tância é de abismo
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Um livro a ler, sem dúvida, embora (e esta declaração pode ser polémica) eu não me entusiasme muito com literatura lésbica, e suponho que este livro seja sobre isso...
ResponderEliminarNão, quero dizer, nada explícito, poderias aplicar a qualquer tipo de amor. claro que ela ama a amiga e nunca o disse, mas de resto é um grande poema e muito íntimo. é muito bonito.
EliminarFiquei com curiosidade... precisooooo de tempo!
ResponderEliminarnuma tarde, lês. :)
EliminarNão conheço. Um novo abecedario dos livros, desta vez com caráter opinativo pelo meio? Lol
ResponderEliminarnão, Horatius. é um romance. o livro que acabei de ler. pois era o que iniciava o alfabeto dos livros, de facto :)
Eliminaré uma ideia, começar um novo tipo de alfabeto crítico, mas fica para outro dia :)