terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Invisível

'Permanecer invisível, tornar-se um mestre na arte do auto-apagamento, mesmo perante alguém que conhecia havia tanto tempo, era algo que o deixava satisfeito. Estava pronto para escutar, sempre pronto para escutar, mas não estava preparado para revelar o funcionamento da sua mente, os produtos da sua imaginação ou a profundidade dos seus sentimentos.'
p. 284.

Colm Tóibín, O Mestre, Dom Quixote, 2007.

Vou auto-flagelar-me por só agora estar a ler este magnífico e tocante romance sobre Henry James.  E estou a demorar imenso tempo, porque volto atrás, sublinho e anoto nas margens.

13 comentários:

  1. Faz se aqui o público pedido de uma foto do livro, com as anotações e sublinhados:-)

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    1. à vontade do freguês. segue dentro de instantes :)

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  2. Gostei dessa passagem Margarida. E tanta gente a fazer isso.. infelizmente.

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    1. infelizmente? por quê? há quem tenha um comportamento reservado.as pessoas têm que aceitar que cada um é como é.

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    2. Infelizmente porque por exemplo, duas pessoas que estão num relacionamento ou estão, ou não estão. Não está uma acesa e outra apagada! Levei isso para ai e não para o comportamento reservado de uma pessoa :)

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    3. ah, eu levei para a amizade. sem recriminações, sem pressões, a respeitar os silêncios alheios e, todavia, a contar com os amigos sempre que se necessite.

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    4. Eu percebi Margarida, mas não te estava a criticar lololol

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  3. Adorei este livro.
    Quanto aos sublinhados, não sou adepto, mas cada um faz dos seus livros o uso que mais lhe apraz...

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  4. "sempre pronto para escutar, mas não estava preparado para revelar o funcionamento da sua mente"... eu próprio me revejo aí.

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    1. então irás gostar deste livro. e está a ser vendido a 4,90 nas feiras de livros por aí.

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  5. adoro o Tóibín, apesar de este não ser o meu livro preferido dele, mas talvez o facto de o ter lido em inglês tenha sido um erro. esse trecho que escolheste é magnífico. é uma das qualidades que aprecio muito nele, uma capacidade rara de dar palavras a emoções complexas e subtis.

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    1. acho a tradução muito boa. sim, o CT passa a ter um lugar reservado na minha biblioteca. agora vou ler tudo dele.
      este livro tem partes fabulosas e a morte da Constance, tudo o que não foi dito por ele e que ela deveria ter percebido e não conseguiu, está tudo tão bem escrito. estou na parte em que ele e o gondoleiro Tito lançam os vestidos dela para a água. que escrita poderosoa e triste. leva 5*, sem dúvida.

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