Dando continuação ao relato das minhas mini-mini-férias em Viseu, na quinta-feira desloquei-me à vila de Torredeita, local de residência do pároco da minha aldeia (é uma paróquia que engloba três localidades: Torredeita, Farminhão [a minha aldeia] e Boaldeia). Tínhamos conversado uns dias antes por telemóvel e eu confirmei que iria visitá-lo, então, na manhã de quinta.
Pelas onze horas, o assunto que me levou a Torredeita estava tratado e resolvi regressar a Viseu pela Ecopista do Dão. Não vos maço com descrições sobre a maravilhosa Ecopista, aconselho, pelo contrário, a visita a esta página do site da referida Ecopista (cliquem aqui! Desfrutem do site com calma, tem fotos e descrições interessantes).
Comecei o circuito, então, na estação da Torredeita, onde se encontra uma velhinha locomotiva. É uma pena que a estação não esteja nas melhores condições, mas não a destruíram, como aconteceu com a estação de Viseu (imperdoável!).
Segue-se uma selecção de fotos, das dezenas e dezenas que tirei ao longo de 11,5 km (sim, eu caminhei 11,5 km - muitos mais ao longo do dia), mas valeu a pena. Paisagens de cortar a respiração, silêncio entrecortado pelo chilrear dos pássaros e pelo rastejar de animais no meio da erva, fetos, folhas secas. Quase três horas no paraíso. A última vez que andei por essas bandas foi na automotora, há uns trinta anos, ou seja, eu teria dez, quase onze anos. A automotora saía da estação de Viseu e eu apeava-me na de Farminhão. Já tínhamos o nosso cão, o que viveu dezoito anos, e nas férias sempre o levávamos connosco. A minha mãe, para transportar o Fofo na automotora, pagava meio bilhete (além de o cão ter de usar açaime nessa altura). Bem, lá íamos todos para a aldeia, ainda não vivíamos em Viseu, e deixávamos os gatos soltos, tínhamos uns quantos, e eles lá ficavam sob a alçada de vizinhos. Anos antes, levámos os gatos, duas gatas e um gato, dentro de cestos, e tivemos de os manter fechados em casa da avó, que fugiam. Uma, não a conseguimos segurar, chamava-se Nina, e escapuliu-se. Demorou mais de três meses a regressar a nossa casa, deixando os filhotes pelo caminho (estava prenha quando fugiu). Nessa altura, como não soubemos mais nada dela e não havia chips nem nada que se pareça, foi incrível como ela conseguiu encontrar a nossa casa, dezenas e dezenas de quilómetros de distância da aldeia da avó. (Bem, esta história é um aparte, só para recordar que eu tenho animais de estimação desde criança e nunca poderia viver sem eles e adoro felinos, como é do vosso conhecimento. Nunca tinha contado esta história, da gata Nina, a aventureira, e como era parecida com o Farrusco, tigrada e doce. Quando nos mudámos para a cidade, aí, bem, fomos para um apartamento e os gatos nunca se habituaram. Fugiram de vez para uma casa antiga que tinha grandes espaços verdes e eu via-os muitas vezes, até que refizeram a sua vida por lá).
Ora, retomo a minha caminhada pela Ecopista do Dão. Aqui ficam as fotografias. Divirtam-se. Gravei-as com o nome correcto (espero bem), pelo que acho que não precisam de mais legendas. Macieiras, figueiras (lembro-me de, por esta altura, ou talvez em meados ou fim de Agosto, a automotora fazia uma curva apertada, bem devagar, e esticávamos o braço pela janela e apanhávamos figos, gordos, maduros).
Vinhas, verde, muito verde, pinheiros, penedos, alguns eucaliptos, poucos, felizmente, carvalhos, é um passeio que merece a pena, em vez de irem a pé, aluguem uma bicicleta, eu não o fiz, tive pena. Já quase no fim, a dois quilómetros de Viseu, confesso que me custava imenso a andar, mesmo tendo parado quase meia hora em Figueiró para comer qualquer coisa e retemperar forças.
Um pequenino vídeo sobre a ponte de Mosteirinho:
Continuam as fotografias :)
Aqui situava-se a estação de Viseu (artigo na Wikipédia aqui e foto aqui - na sexta-feira de manhã, fui conversar com o fotógrafo do 'Germano', atelier de fotografia que tem um espólio fantástico de fotos antigas).
E assim terminou o passeio. A Ecopista do Dão começa após esta rotunda, no sítio da antiga estação. A cidade de Viseu não é muito grande - refiro-me à cidade propriamente dita, pois cresceu imenso à volta, prédios, prédios, o Palácio do Gelo (não fui lá desta vez), estradas novas, rotundas, sim, muitas...
Muito Fixe
ResponderEliminarBeijinhos Grandes
:)
Eliminarbjs.
A começar a tomar notas para a minha visita a Viseu, em data ainda incerta :D
ResponderEliminarBeijinhos :)
amanhã continuo, mas na cidade. mais um conjunto de fotos.
Eliminarquando quiseres mais informações, apita.
bjs.
não sou um tipo invejoso, mas desta vez estou cheio de invejinha: adoraria fazer esse passeio, deve ser muito bonito.
ResponderEliminarfoi lindo, lindo. e não vi nem uma quarta parte. são quilómetros de ecopista, com muitas actividades à volta, como o site refere.
EliminarGostei muito do passeio, das fotografias e do vídeo (se fosse eu acho que iria sentir algum receio ou impressão de andar na ponte)
ResponderEliminarum beijinho
Gábi
faz um pouco de impressão, mas tens a rede de metal, por isso não há perigo. Eiffel desenhou a ponte. não me recordava.
Eliminaro vídeo foi feito com a máquina fotográfica :)
bjs.
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ResponderEliminarQue maravilhosa viagem virtual
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:) obrigada. aconselho!
EliminarEu morria antes de chegar ao fim...11,5 kms??????????
ResponderEliminarDe Viseu, gosto muito.
no fim, já não podia... à noite nem saí do quarto.
Eliminarmas nos dias bons, faço 10 kms aqui na marginal, :) mas não tem nem metade da vista da ecopista. eu prefiro campo a rio ou praia.
sim, Viseu está linda, muito limpa, embora alguns prédios estejam abandonados. é a parte triste.
Fantástico. Ando para fazer isto há anos e ver este relato vai ser o empurrão definitivo. Obrigado, boas descobertas.
ResponderEliminarobrigada eu, Pedro, por me recordar esta caminhada de há 3 anos. :)
Eliminaré um passeio excelente, :)