sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Austerlitz


   Terminar este livro é ficar com a sensação de ter estado num frágil bote sobre a crista de uma onda, no mar alto. 
   Conforme a maré das memórias de Austerlitz, assim o bote vogava melancolicamente pela vida de Jacques Austerlitz, a criança judia que cresceu na vila rural de Bala, Gales, e passou a sua vida de adulto a procurar as suas raízes até, finalmente, conseguir enfrentar o monstro nazi que destruiu a sua família.
   Extraordinário, tocante, fascinante. Um dos melhores livros que já li.

6 comentários:

  1. Vai já para a minha lista "to read"...

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    1. não é fácil de ler. quero dizer, demorei tempo, porque tinha de parar e reflectir no que acabara de ler e voltar atrás algumas vezes. achei muito introspectivo, muito pessoal.

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  2. Sebald é um autor a descobrir. Ainda só li "Os Emigrantes" e gostei e tenho para ler "Os Anéis de Saturno".

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    1. eu já o estava para ler há algum tempo. este é do Miguel. depois, claro que passarei para outros, mas tenho de dar um tempo.

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  3. fico tão contente por teres gostado. eu resisti muito a ler o Sebald, mas depois de experimentar (precisamente este Austerlitz) fiquei viciado. tenho já há uns meses para ler o Campo Santo, mas estou a aguardar para que me apeteça mesmo mergulhar naquele universo tão prórpio.

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    1. confesso que as primeiras páginas não foram fáceis de ler. é como no mar, entro devagarinho na água fria, pés, pernas, torso, mas quando me habituo, é fantástico. assim foi com este livro. tem um estilo narrativo muito próprio, sim.

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