quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Je suis Charlie

   França, berço dos princípios liberdadeigualdade e fraternidade.
   Quiseram cercear a liberdade de expressão ontem. Custa a acreditar. É horrível, doze mortes sem sentido, brutais, a sangue frio.
   Mas não conseguiram. Não, nunca o conseguirão. O traço é mais forte do que a bala e a caneta tem mais poder do que a arma.




10 comentários:

  1. Crime hediondo em nome de quê? De um deus qualquer, custa-me a crer. Em nome de uma civilização que se revê em factos que parecem distantes, como por exemplo a indústria do armamento, mas não o são. O fanatismo faz o resto.
    Até quando???

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    1. ouvi na tv que eles já estavam referenciados. é semelhante ao extremista que matou na austrália, há poucas semanas. quero dizer, se já sabiam que eram extremistas, porque é que não preveniram? não sei. agora estão 88 mil polícias no terreno, quando deviam estar 8000 na prevenção de células terroristas.
      agora, quem esfregou as mãos foi o senhor le pen e a filha, infelizmente.

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  2. Problema da Liberdade. Estão referenciados, mas podem passear, até matar. Depois levantam-se as questões do "SE"

    Creio que a Procissão ainda vai no adro. Nunca a Comunidade Mulçumana teve medo, nem aquando do 11 Setembro, quando faziam festas. Silêncio total no Mundo islâmico e afastam-se todos...

    Mas, não é nas Mesquitas da Europa, que levam lavagens cerebrais?! Quem são os jovens que lutam ao Lado do Estado Islâmico?!

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    1. estamos a assistir a uma escalada de horror sem precedentes. mas eu não sou contra o islão nem qualquer outra religião. há radicalismo em qualquer parte. terá de haver uma maior vigilância para certos grupos a ele associados, isso sim. e agora eles nem se matam, já não há mártires. há matar e seguir, é nova estratégia do EI.

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  3. |||
    Tens razão.
    Mas hoje ao olhar para o mapa das cruzadas e ver todos aquelas cruzadas andarem centenas de quilómetros para o oriente para massacrarem todo um povo com outra filosofia de vida, dou-me a pensar que quem semeia um dia colhe o que plantou dessa sementeira. Agora chegou a vez de espalhar esse ódio aos ocidentais. Os ocidentais deveriam sim ter ódio contra os seus governos que não acautelam a segurança dos cidadãos e só tem andado preocupados com o seu umbigo. Lamentável esta situação, mas a minha solidariedade vai para o povo anónimo que nada tem a ver com tudo isto. Os que morreram, morreram pela lenha que colocaram no fogo. Se calhar é mais que tempo de rever o queremos das nossas vidas, ou se a provocar guerras indetermináveis. Disse.

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    1. João, os que morreram eram cartoonistas, não criminosos. estavam a manifestar a sua liberdade de expressão. os fanáticos são intolerantes e nada mais vêem que o seu próprio umbigo.
      e como são fanáticos, extremistas agora o rastilho está lançado e a polícia não terá clemência, como aconteceu esta tarde com mais mortes.
      e podes dizer mais, que felizmente vivemos numa democracia e não num regime totalitário do tipo calou, senão és morto, como eles bem querem passar...

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    2. Continuo a refutar em absoluto o pensamento do João Eduardo.
      Nem as Cruzadas que são uma realidade histórica, concordo, são para aqui chamadas (estamos no século XXI) e muito menos podemos calar a liberdade de expressão. É o mesmo que acabar com a Liberdade pelo medo das consequências. Isso nunca!!!
      Por isso os cartoons anti fanatismo islâmico irão continuar e ainda bem. Disse!

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    3. partilho da tua opinião, João. mas o mais grave disto tudo é confundir-se a parte pelo todo. quero dizer que pensam que todo o muçulmano tem em si o germe do terrorista, que é violento para a mulher, que as mulheres são todas umas submissas, que eles casam as filhas quando elas têm 11 ou 12 anos, etc... e isto independentemente do nível de instrução, da idade, da classe social. isto assusta-me deveras, porque facilmente se passa da questão religiosa para a racial, para o género e para a orientação sexual.
      a humanidade retrocedeu décadas com este episódio. a tolerância e o respeito pelo que é diferente, a liberdade de expressão e de vivências foram postas em causa por um grupo de fanáticos que despertou o pior que há nas pessoas.
      e não termino com 'disse'. muito haveria mais para dizer, mas estou triste e apreensiva, isso estou.

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  4. Como se nota até aqui pelos comentários, há posições díspares, e estes ataques já conseguem dividir as pessoas.

    Radicalismo há em todas as religiões. O massacre veio sustentar as teorias contra o Islão, claro. Tudo tem um aproveitamento político. Agora, também não podemos ser imunes ao facto de, nas últimas décadas, termos assistido a um fundamentalismo, islâmico, bastante violento. Basta fazermos uma retrospectiva a todos os ataques que conhecemos. Eu reconheço que há extremismo em todas as religiões. Há cristãos de extrema-direita. Mas, ainda assim, o fundamentalismo islâmico assume contornos de uma violência exacerbada. Por cá, os ordenamentos jurídicos assentes na dignidade humana são um freio aos ímpetos extremistas; por lá, o Islão e o Estado confundem-se, não havendo qualquer respeito pelas minorias religiosas, cristãs e outras. Pelos direitos humanos, no geral. Há um desfasamento muito grande entre a nossa liberdade e a deles. Estas atitudes poderão ser comuns e frequentes na Síria, etc, mas não o são por cá. Temos os nossos valores, como os que enunciaste, e bem, filhos da Revolução Francesa, e temos de os defender, ou arriscamo-nos a tornar a Europa num imenso e convulso Médio Oriente.

    um beijinho.

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    1. sem dúvida, Mark. o que me parece e depois do que ouvi na tv, que muitos terroristas são ocidentais - até de Portugal foram para o EI - é que há uma ausência de alguns valores que são, assim, substituídos por outros. dessa forma, encontram no islamismo extremado a sua 'casa'.
      temos de combater estes fanatismos, seja em que religião for e sermos tolerantes com todos os credos, mas todos, senão, onde irá parar a Humanidade?
      bjs.

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