quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Fantasma

   Luiz Alfredo Garcia-Roza publicou vários policiais cuja personagem principal é Espinosa, delegado da 12.ª DP (esquadra) de Copacabana, Rio de Janeiro. Vive no Bairro Peixoto e Copacabana surge na maioria das vezes como o palco principal das suas histórias.
   Em 1996, publica o primeiro livro desta colecção, 'O Silêncio da Chuva', e em 2009 o nono volume, 'Céu de Origamis'. Eu julgava que era o último desta série, encerrando com chave de ouro as aventuras de Espinosa.
   Passam-se mais de dez anos, entre homicídios, uma relação estável, livros comprados em sebos, não esquecendo a sua famosa estante-de-livros, composta unicamente por livros.
   Em 2012, com 'Fantasma', o delegado Espinosa 'ressuscita'. Não gostei tanto como dos outros policiais. Um estrangeiro é assassinado na rua, junto a uma sem-tecto apelidada de Princesa, a sua mala de viagem desaparece e assim começa esta história. Falta-lhe um certo carisma, o enredo é mais fraco, as personagens sem substância. Cheguei nem a meio da história e já sabia quem era o vilão.
   Mas o que mais me custou é que a 'estante-de-livros' é raramente mencionada. Imperdoável!

2 comentários:

  1. pois, falta-me ler este, e acho que já há mais um posterior.

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    1. não sabia, mas fui procurar no site da Companhia das Letras, a editora. o novo livro chama-se 'um lugar perigoso', http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=13840

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