domingo, 15 de março de 2015

Índice Médio de Felicidade

   Daniel tinha um Plano, há quase dez anos que anotava, num caderno de capa preta, os seus passos. Um optimista, se fizesse tudo bem, se se mantivesse concentrado, aquilo iria acontecer.
   Mas não contou com a crise e o desemprego. E Daniel, o narrador deste romance, aos trinta e sete anos, está desempregado, sem casa e longe da mulher e dos dois filhos.
   Os seus dois melhores amigos desde a adolescência são Xavier e Almodôvar; Xavier, agorafóbico, depressivo, está há doze anos sem sair de casa, calculando índices médios de felicidade e outras estatísticas, e sobrevive sendo tatuador, e Almodôvar, preso há mais de um ano devido a um assalto.
   De entrevista falhada a cuidar do filho adolescente de Almodôvar, Vasco, metido em más companhias, Daniel lá vai sobrevivendo, não perdendo a esperança em encontrar um emprego e assim, não ir para Viana do Castelo, onde está a família.
   Quando surge no site de entreajuda que os três amigos criaram - e que ao longo dos anos se revelou um fracasso - um pedido de ajuda de uma emigrante na Suíça, Daniel, Xavier, Vasco, Flor e Mateus, filhos de Daniel, metem-se à estrada numa carrinha de nove lugares, conduzida por Alípio, um velhote que fora a única pessoa a oferecer os seus préstimos no site.
   Uma ficção sobre sobrevivência, sobre a capacidade de não perder a esperança, de continuar a acreditar num futuro melhor, uma história de amizade e de superação dos limites.

11 comentários:

  1. Parece-me bastante interessante

    fiquei curioso

    bom domingo

    beijos

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    1. não é um romance de auto-ajuda. é uma ficção algo cruel, embora com episódios irónicos, e com bastantes palavrões.
      mas bom, gostei e levou 4*.
      bjs.

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  2. Olá Margarida, já algum tempo que não comentava....
    Mas visito sempre o teu blogue. Quanto ao livro, fiquei curioso na leitura.

    Bjs

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    1. olá, João Eduardo :) comentas quando podes e se algo te interessa. não é uma obrigação.
      David Machado é um escritor da nova geração, nascido em 1978. também publicou outros romances, entre os quais o muito aclamado pela crítica 'deixem falar as pedras'. mas eu achei-o algo difícil, demorei muito tempo a ler e dei 3* no goodreads.
      deste, gostei mais, por ser mais realista, dramático, mas com laivos de humor que me agradaram (apesar das asneiras...).
      bjs.

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  3. Não sei, confesso...
    Parece-me um pouco baralhado, mas talvez seja a forma como apresentas a tua crítica, eventualmente demasiado descritiva.
    Prefiro as criticas mais genéricas, mais direccionadas ao conteúdo do que a descrição das situações...
    Mas não conhecia e não ponho de parte a ideia de o ler.

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    1. tem um pouco mais de informação do que o resumo que está no goodreads. o livro tem tanto para ler, até a maneira como está escrito.
      o livro é de 2013. o autor tem outros livros, mais para o público infantil e juvenil.

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  4. Uma "ficção muito verídica", portanto. Aborda realidades muito em voga.

    um beijinho.

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    1. actual, embora ficcionada, perdas, dramas familiares, tentar sobreviver e não perder o tino.
      bjs.

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  5. o título é fantástico. e do livro, gostaste?

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    1. dei 4* :)
      cada capítulo abre com um índice de felicidade. e vai mudando consoante os factores: emprego, saúde, os filhos, os amigos, até as insónias, etc. e podes incluir o gato, os livros, a casa, a música, enfim, tudo o que influencia a tua felicidade. Portugal também está referido, mas terás de o ler para o encontrar :p

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  6. um amigo virtual do goodreads acabou de me informar que este livro recebeu o Prémio da União Europeia para a Literatura 2015.

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