Este poderia ser um livro excelente. Um padre do Vaticano, um templário do século XX, é enviado a Sevilha, incumbido de uma missão: descobrir o pirata informático, denominado Vésperas, que conseguiu penetrar no computador do Papa.
Parecem, quase, dois romances diferentes. De um lado, temos a parte séria, Lorenzo Quart, o padre, a filha da duquesa, Macarena Bruner, uma história romântica e trágica, a fé, um pároco obstinado em defender uma pequenina igreja no centro de Sevilha; do outro lado, grupo de pequenos vigaristas, com uma candura, uma graça, revestidos de um certo humor, agarrados a uma Sevilha de outros tempos, a touradas, coplas, olés, copos de manzanilla e suspiros nostálgicos e amores pretéritos. Claro que não deixamos de nutrir um certa simpatia pela Ninã Punãles, pelo Potro del Mantelete e pelo Don Ibrahim.
Poderia ser, mas entre o mistério do hacker e o trio de pintas, resta uma história triste, melancólica, que mostra a luta entre o poder da Igreja, o lucro, e a crença em algo mais profundo.
Todavia, à semelhança de outros romances, o autor termina de forma surpreendente, agarrando o leitor à trama até ao fim.
E o mais engraçado é que existem inúmeras referências a personagens de outros livros de Pérez-Reverte. :-)

é um dos meus preferidos do mestre Arturo, acho que já te tinha dito
ResponderEliminaracrescentei ao goodreads o texto que tinha escrito na altura em que li o livro.
os meus preferidos são 'o cemitério dos barcos sem nome', 'o assédio', 'a rainha do sul', 'o tango da velha guarda' e depois seguem os outros sem ordem, que levaram 4 * :) vou ler, obrigada.
EliminarPois é, um dia tenho mesmo de "conhecer" o mestre Arturo...
ResponderEliminar:-) o Miguel tem, que me emprestou alguns. o resto é da biblioteca. tenho apenas o clube dumas.
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