terça-feira, 7 de abril de 2015

Arturo Pérez-Reverte

   Ele é Coy, suspenso do seu trabalho na marinha mercante, um marinheiro introvertido, pouco sociável, calado, perdido em terra. Ela é Tânger, uma historiadora que trabalha no Museu Naval, em Madrid. E há um tesouro perdido num naufrágio dois séculos antes. Esta é mais do que uma história de amor e aventura. Cheia de ternura, melancolia, encerra um final surpreendente.
   Uma narrativa fascinante. Um escritor que se tornou num dos meus favoritos.

   Teresa Mendoza, a Mexicana. De namorada de um narcotraficante de Sinaloa, México, a chefe de um império de tráfico de droga na Costa del Sol, Espanha. De miúda analfabeta a leitora voraz, de rapariga frágil a mulher implacável. Para sobreviver num mundo de homens, há que ser melhor do que eles. Muito melhor.
   Entre "corridos" e tequila, regado com um humor perverso, um escritor - alter ego de Pérez-Reverte - investiga a história de Teresa Mendoza.
   Uma ficção espantosa, confirmando o autor como um dos grandes romancistas espanhóis da actualidade.
   Este é o sexto romance de Pérez-Reverte que leio. Um escritor que recomendo, naturalmente. E é notável a capacidade deste autor de escrever histórias tão diferentes e de apresentar personagens femininas sempre muito fortes.

4 comentários:

  1. que bom, saber-te convertida ao Arturo. já te tinha dito que a história do Coy é um dos meus livros preferidos.

    também gostei muito da Pele do Tambor.

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    1. é verdade, pura poesia e melancolia. vou ver se a biblioteca tem esse livro esta tarde, quando for devolver estes e o jo nesbo (neste, posso converter-te? é o meu mais recente vício).

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  2. É um autor que preciso de conhecer...

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    1. sem dúvida. é muito bom. tenho 'a pele do tambor' aqui para ler, também da biblioteca.

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