sexta-feira, 8 de maio de 2015

Uma menina está perdida no seu século à procura do pai

   
   É o primeiro livro de GMT que leio. Talvez influenciada pela capa, achei o romance cinzento, algo dorido. Existem narrativas cinzentas?
   Marius encontra Hanna na rua e vão para Berlim à procura do pai da menina. Dormem num hotel sem nome com uma configuração semelhante à posição de campos de concentração num mapa, cujos donos são judeus. Existem sete judeus espalhados pelo mundo que decoraram todos os acontecimentos do século XX; existe um homem com um olho enorme e que desenha trabalhos microscópicos; outro homem que continua uma tradição familiar escrevendo números; outro que cola cartazes com um certo tipo de mensagens e um fotógrafo com um objectivo peculiar.
   Berlim, judeus, memórias, passado, colectivo, uma história estranha que não desgostei. Todavia, de todas as personagens, Hanna, apesar de ter Síndrome de Down, é a mais normal, no meio de tanto desajustamento. E gostei muito do início, de Hanna com a sua caixa com fichas de aprendizagem de pessoas com deficiência mental.

6 comentários:

  1. O que já tentei ler deste autor nunca acabei...
    Definitivamente um autor que não me interessa nada e no entanto é considerado por certa crítica como o supra sumo da nova literatura portuguesa...
    Que me importa a opinião dos outros?

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    1. eu nunca tinha sequer tentado, mas estava no escaparate na biblioteca ao pé das escadas e agarrei nele. Não volto a este autor tão cedo, embora até tenha gostado deste romance.

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  2. Claro que há narrativas cinzentas, por vezes basta a história tocar em certas "feridas" das personagens para tornar tudo mais sentido.

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    1. neste caso, o holocausto. coincidência ter lido este livro no mesmo ano em que se comemora o fim da IIGM na europa.

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