segunda-feira, 11 de maio de 2015

Uma Mentira Mil Vezes Repetida


   O único adjectivo que me ocorre para classificar este livro é cáustico. Aconselha-se colocar um sorriso zombeteiro no início da leitura e só o retirar na última página, sob risco de levar demasiado a sério a história contada por um narrador sem nome aldrabão e arrogante.
   Um logro, um romance inexistente engendrado por um homem em busca da fama e do reconhecimento, um funcionário público aposentado com uma 'generosa reforma aos trinta e seis anos devido a uma agressiva doença de pele provocada pelo implacável stresse do funcionalismo público', que passeia as mil e duzentas páginas de 'Cidade Conquistada' pelos transportes públicos do Porto, seduzindo os utentes.
   Gostei muito da história megalómana, apesar das partes não politicamente correctas; 4* no Goodreads pela irreverência, criatividade e pelas gargalhadas que me provocou.

6 comentários:

  1. fiquei com vontade de experimentar, mas a lista de espera avoluma-se :)

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    1. nem me digas nada... este é da biblioteca. das duas três: ou devolvo os livros e sou forte o suficiente para resistir ao vício e não trazer nada; ou deixo passar o prazo e fico de castigo ou não levo o cartão de leitor na altura da entrega.

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  2. Margarida voltei aos livros! Eu leio um pouco de tudo, mas gosto de histórias que me façam desligar da realidade e acertei em cheio. Certamente não é o teu género, mas o livro que estou a ler é Endgame e já me fez ir ao google ver uma série de coisas. Interessante, pelo menos para mim. Depois irei escrever algo sobre ele, até porque a ideia é original e fala também de uma das teorias de onde nós viemos, que por acaso tem um pouco a ver com a minha :D

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    1. vou procurar. eu também leio um pouco de tudo, bem, não aprecio muito romances delico-doces, fiquei-me pelos 3 ou 4 primeiros volumes do HP, nunca li os livros dos vampiros...
      lê e depois escreve, sim :)

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  3. Depois de um pequeno pesadelo que foi chegar ao fim do livro do MVA que acabei de ler - A Chave do Armário - ensaio demasiado académico, para os meus gostos, estou a deliciar-me com mais um Álvaro Pombo, um dos melhores escritores espanhóis contemporâneos.

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