sexta-feira, 19 de junho de 2015

Ciranda de Pedra


   Adultério, uma filha fora do casamento, loucura, morte, suicídio, mais adultério, aventuras sexuais, religião, homossexualidade, impotência, amor, ódio.
   Um tumulto, esta coisa chamada vida. Custa crescer e perder a inocência.
   "- Você pensa demais, querida. Ande despreocupadamente e verá que não há nem passo bom nem ruim, é ir andando, tocando para a frente. para isso Ele nos deu pernas ágeis."
   Perturbador.
   O livro foi publicado em 1954.

16 comentários:

  1. 1954 e com essas temas? Não deve de ter sido um livro fácil para essa altura. Hoje em dia é banal.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. foi aceite. era diferente de tudo o que se publicava na altura. o início, a infância de Virgínia, usa uma linguagem muito alucinatória. estamos a falar de uma criança, a fuga da mãe com o amante, o desprezo das irmãs mais velhas e os sonhos que ela tem acordada. imagina muito para lidar com a roda de pedra daquelas relações, irmãs e amigos, que a excluem. podia ser um mau livro, mas não. é denso. muito bom.

      Eliminar
  2. Não houve uma novela baseada nisto? Ou o nome da novela é pura coincidência?

    um beijinho.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. houve, sim. não o referi de propósito. a globo adaptou muitos romances brasileiros.
      bjs.

      Eliminar
    2. Margarida o nome não me era estranho mas não associei à novela, que tenho uma ideia de ter visto. Não sei se era nessa que a Gloria Pires entrava e a personagem era a Maria de Fátima, nem sei porque razão fixei esse nome. Agora já não vejo novelas,

      Eliminar
    3. eu sou obrigada a ver, bem, não obrigada, faço porque gosto, quando visito uma senhora que não tem ninguém. só vê novelas e conversamos sobre isso. isto é, ela fala, eu escuto. mas informo-me sobre os enredos sempre que posso.
      não sei. não era uma novela em que ela fazia de gémeas? amanhã procuro o site da globo memória, que tem todas as novelas por ano com vídeos.

      Eliminar
    4. Meninos, aquela em que a Glória de Pires fazia de Maria de Fátima era a "Vale Tudo", de 1988, e fazia de gémeas na "Mulheres de Areia", em 1993. :) Sim, gostava de novelas brasileiras em pequeno e gosto de pesquisar estas coisas, até as antigas. :)

      Eliminar
    5. você está à vontade, viu, Mark? :-)

      Eliminar
    6. Eu adorei "Mulheres de areia" e nunca mais que esqueci a frase "cala a boca Clarita", :-). Pois "Vale tudo" era mesmo essa!

      Eliminar
    7. :p há frases que ficam! eu lembro-me do Sinhozinho Malta: 'tou certo ou 'tou errado? - enquanto saracoteava o pulso carregado.
      (saracotear existe? ou é um 'brasileirismo'?)
      :D

      Eliminar
  3. Uma das minhas escritoras preferidas, e o seu livro Meninas, um dos meus preferidos (li-o com 18 anos, mostra-nos a vida e o que pensam três meninas, três raparigas, uma delas parece ter-se deixado ir por um caminho de perdição e morte, a segunda tem imensos medos e da terceira, gostei da força e da forma como estava a viver)

    ResponderEliminar
  4. Do Ciranda de Pedra, gostei de como a Virgínia consegue sobreviver àquilo que a rodeava, fez-me lembrar a infância, de como à medida que crescemos vamos compreendendo as relações na nossa família, felizmente e em princípio sem segredos, hipocrisia e tragédias como na família da Virgínia.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. li aos bochechos à hora do almoço e depois voltei atrás e reli com mais profundidade. o livro é poderoso. não gostei muito do fim. ela foge daquilo tudo, em vez de os enfrentar. bem, era muito nova para tanta coisa.

      Eliminar
  5. Respostas
    1. bom, sim :) esta edição é particularmente importante, porque contém uma recensão crítica do livro.

      Eliminar