A conclusão final é que é a mais desconcertante: continuemos ao som dos passos do coelho ou com aquele antónio que dê à costa, a verdade é que será apenas mais do mesmo. E não existe porta mágica que nos salve, pois o povo já não presta cavaco a soluções milagrosas.
Não existem ruborizados avôs suficientes nem sequer blocos experientes que construam um país melhor. Os cérebros ou estão enjaulados ou fogem como o Diabo à cruz, dando realmente a entender que afinal a massa cinzenta que devia encher aquelas cavidades cranianas não passa de massa da verde, que trama o pobre mas que arreganha os dentes aos afortunados.
Valha-nos o calor que se entremeia com o vento e laivos de frio. Porque o calor aquece o corpo, enche as esplanadas de ávidos sedentos de água de cevada gaseificada e de chupadores de lesmas com casa, porém potencia o efeito contrário que é o de provocar o esquecimento, cobrindo com um véu as decisões futuras e os escândalos mais dispendiosos, já que os outros são alimentados pelo mesmo calor e escarrapachados nas revistas em que qualquer tuga que se preze, lá investe os parcos euros que ainda sobram.
Passe a onda de calor e volte-se à contestação, pois o futuro a Deus pertence e o que é de Deus nem sempre está ao alcance de qualquer um."
Fonte: Um Ribatejano no Oeste.
Está engraçadito o texto... rsrsrs
ResponderEliminarquando queres, és bom. :-)
EliminarNão é quando quero, é quando a inspiração aparece. Beijos e abraços.
EliminarEste país está um circo romano a céu aberto
ResponderEliminarBeijinhos
Adorei este texto :D
se eu pudesse, emigrava.
Eliminareu também.
bjs.
Muito bem escrito, original no jogo das palavras, evocando um grupo de políticos e partidos. Ao menos eles inspiram para se escrever coisas bem bonitas.
ResponderEliminarsim, é verdade.
Eliminaré um texto excelente, como já disse ao Ribatejano. :-)
E nada muda.
ResponderEliminarmuda para pior.
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