quinta-feira, 16 de julho de 2015

Taxi


   Segunda semana consecutiva no cinema, ontem, ao fim da tarde, dia do espectador nos UCI, sala bastante composta.
   Proíbe-se um realizador de exercer a sua profissão, mas o realizador, engenhosamente, filma clandestinamente; nasce um manifesto de liberdade, de crítica ao regime, um grito rebelde contra a intolerância do Irão. Um filme político, corajoso, divertido, vencedor do Urso de Ouro em Berlim.
   As cenas divertidas e caricatas são substituídas, à medida que o filme avança, por episódios sérios, intensos, tendo o sexo feminino (a sobrinha, a mulher das rosas) um papel preponderante.
   

    Omitindo os créditos finais e eventuais represálias aos actores amadores,  'Taxi' é um filme a não perder.
   Fica a crítica do jornal online Observador (link aqui).

6 comentários:

  1. Margarida não conhecia, e do que li aqui apesar de ser um "projeto" arriscado, é muito original e quantas vezes é através de algo simples e banal e aparentemente inocente que muita cosia é dita? Neste caso a liberdade ganha um novo folgo, calculo que não tenha sido fácil para o realizador.

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    1. Panahi está proibido de sair do país e já tinha sido condenado.
      não foi. o filme é tudo menos inocente.

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  2. no site do João Lopes há um clip da miúda a ir receber o prémio do festival de Berlim, viste? é emocionante, terno e comovedor. como o filme.

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    1. sim, claro :) li os dois posts e vi tudo. até eu fiquei emocionada.

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