quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Karma is a...

  O refeitório do meu trabalho tem uma cozinheira nova. No primeiro dia, colocou caldo de carne na sopa. No segundo dia, eu notei a mesma coisa. E mais duas vezes eu provei e deixei a malga inteira. Inquiri a responsável pelo refeitório, eu era a única que não tinha gostado da sopa, tirando no primeiro dia que, de facto, tinha acrescentado o caldo. Perguntei se a partir de agora poderia comer apenas o prato, a 3 €, e a resposta foi não. Não tinha ordens dos seus superiores (quando eu já tinha visto que servia a alguns colegas apenas o prato). Mas, simpática, deu-me a provar a sopa do dia, disse que viu como tinha sido feita, tudo normal, uma sopa de legumes clássica. Estava boa, gostei, comi-a toda. No fim da refeição, agradeci à cozinheira; estava muito boa.
   Bem, com isto tudo, fiquei incomodada com o facto de servir a alguns colegas o prato simples e a outros dizer que não, que teria de ser a refeição completa (sopa, prato, pão, sobremesa/fruta). Assim, se eu não gostasse da sopa, teria de pagar tudo? Pois...
   Hoje, a cozinheira estava a servir um colega e bateu com um prato vazio num ferro (há tanto tempo que almoço no refeitório e nunca tal tinha acontecido). Metade do prato caiu na cuba da sopa.
   Paguei um prato simples.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ossos do ofício, leituras sobre carris

   Tarde de ontem passada numa EB 2,3 perto de Aveiro. Três horas de sessões de sensibilização, quatro turmas, três do 5.º ano, uma do 6.º. Alunos interessados, interventivos; fui a 'senhora professora Margarida'.  Dizem que tenho jeito.
   Cinco horas de comboio, entre intercidades e alfa. Por companhia, o Kobo. Acabei 'Os Dragões não Conhecem o Paraíso', do extraordinário Caio Fernando Abreu, e li numa penada o divertido 'Um Brasileiro em Berlim', de João Ubaldo Ribeiro.
   Um dia cansativo, mas bastante produtivo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Aristogatos XLV

Eu perdi o dó da minha viola, da minha viola eu perdi o dó!
Dormir é muito bom, é muito bom, dormir é muito bom, é muito bom!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Fantasma

   Luiz Alfredo Garcia-Roza publicou vários policiais cuja personagem principal é Espinosa, delegado da 12.ª DP (esquadra) de Copacabana, Rio de Janeiro. Vive no Bairro Peixoto e Copacabana surge na maioria das vezes como o palco principal das suas histórias.
   Em 1996, publica o primeiro livro desta colecção, 'O Silêncio da Chuva', e em 2009 o nono volume, 'Céu de Origamis'. Eu julgava que era o último desta série, encerrando com chave de ouro as aventuras de Espinosa.
   Passam-se mais de dez anos, entre homicídios, uma relação estável, livros comprados em sebos, não esquecendo a sua famosa estante-de-livros, composta unicamente por livros.
   Em 2012, com 'Fantasma', o delegado Espinosa 'ressuscita'. Não gostei tanto como dos outros policiais. Um estrangeiro é assassinado na rua, junto a uma sem-tecto apelidada de Princesa, a sua mala de viagem desaparece e assim começa esta história. Falta-lhe um certo carisma, o enredo é mais fraco, as personagens sem substância. Cheguei nem a meio da história e já sabia quem era o vilão.
   Mas o que mais me custou é que a 'estante-de-livros' é raramente mencionada. Imperdoável!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Ebook 'Instantâneos': um ano depois

  
   Há um ano [leiam, por favor, este post], anunciava a publicação do meu pequenino livro 'Instantâneos - fragmentos da memória'.
   Após estes doze meses, o livro continua a ser 'comprado' (é gratuito), tendo superado o número de vendas previsto.
   Quem ainda não teve a oportunidade de o ler, pode fazê-lo aqui, na página que a editora INDEX ebooks criou. Leiam. Espero que gostem :)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Tom Rosenthal - It's OK


Tão bonito...

Almoço dos blogues

   
   Ontem fui almoçar ao restaurante escolhido para o almoço dos blogues. Fica em frente à baía do Seixal, mesmo na curva do rio, ou seja, na 'Timbre Seixalense', na sociedade recreativa. Eu não sou sócia, mas qualquer pessoa pode lá comer. É um sítio muito, mas mesmo muito simples, mas come-se muito bem, é barato e a vista compensa.
   Almocei peixe grelhado (uma deliciosa dourada escalada), pão, um copo de vinho, uma sobremesa e um café e nem chegou a 13 €. Como entradas, dispensei o queijo e as azeitonas. NÃO há multibanco.
   Assim sendo, este é o sítio escolhido: Seixal, domingo, almoço (1 de Março).
   Quem vier de Lisboa, há um barco pelas 11,30 (agradeço que confirmem mesmo este horário no site da Transtejo, aos domingos, do Cais do Sodré para o Seixal e que anotem, igualmente, o barco de regresso a Lisboa - a Transtejo usa o zapping. Ao fim-de-semana, os barcos são muito raros). Quem vier de Lisboa, A2, saída Fogueteiro, Seixal, existe estacionamento em frente à Mundet.
   Estas são as condições. Em resumo: o restaurante não é caro, mas não tem multibanco (mas há MB no centro do Seixal e no terminal fluvial), fica marcado para as 12,30, porque só posso reservar no próprio dia, cedo, e cada um escolhe o prato que quer comer (a especialidade é peixe, embora, claro, também sirvam carne). Considerando que o peixe demora o seu tempo a ser feito, penso que entre as 12,30 e as 12,45 é uma hora razoável para nos sentarmos. E também porque o barco chega antes do meio-dia ao Seixal (não fica no centro, mas a 10, 15 minutos a pé), de modo que não há necessidade de se esperar muito tempo para iniciar a refeição. Claro que podem chegar depois desta hora, desde que cheguem, pois estará já alguém no restaurante a aguentar o barco :)
   O Seixal é muito calmo ao domingo. A vista é linda, para quem gosta de rio e de espaços desafogados. Espero que S. Pedro ajude e que haja sol. A companhia, claro, será excelente, não importa se formos poucos ou muitos. Será um bom convívio.
   Aos amigos que vêm da linha de Sintra, há duas hipóteses (bem, não sei como são os comboios ao domingo): podem sair na estação de comboio dos Restauradores - a última - e caminharem até ao metro do Rossio (linha verde) e sair no Cais do Sodré, que é a última estação. Também podem entrar nos Restauradores, mas é a linha azul, têm de mudar na Baixa-Chiado para a linha verde e julgo que demora mais tempo. A segunda opção é sair na estação de comboios Roma-Areeiro, andarem um bocadinho a pé e entrarem na estação Roma (é a linha verde) e apanharem o metro até ao Cais do Sodré. Para os que vivem em Lisboa ou vêm de fora, de transporte público, é a mesma coisa: o metro até ao Cais do Sodré é a linha verde.
   Os terminais fluviais estão escondidos, atrás do comboio que vai para Cascais, claro, junto ao rio. Tenham em atenção que o destino é o Seixal e não Cacilhas (fica tudo muito próximo). Mais uma vez, aconselho a consulta dos horários de domingo. Se perderem o barco, depois só há outro muito tempo depois. A travessia é breve, uns 15 minutos, é um passeio bonito.
   Apareçam! :) Podem trazer amigos, não está restrito a bloggers.
   Podem confirmar para o meu email, nesta caixa de comentários, por sms ou telemóvel (aqueles que têm o meu contacto).

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Mister Norris muda de comboio

   William Bradshaw, o narrador, conhece Arthur Norris numa viagem de comboio a caminho da Alemanha. Assim começa a amizade entre dois homens, Will, britânico a viver em Berlim e ensinando inglês, um pouco ingénuo e bom rapaz, e Norris, um homem de meia-idade, que vive de estratagemas, entre a abundância e a penúria, e cujo secretário, Schmidt, terá um papel crucial na sua vida.
   A boémia Berlim dos anos 30 do século XX, entre o comunismo e a ascensão do nazismo, que acolheu Christopher Isherwood na sua juventude.
   Gerald Hamilton serviu de inspiração para Arthur Norris, neste romance publicado em 1935.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

O Bom Crioulo

   Mais uma excelente e imperdível edição da INDEX ebooks. Para além da introdução que situa este romance no panorama literário que aborda a homossexualidade nos finais dos século XIX (o romance foi escrito em 1895), acrescenta-se que a editora teve o cuidado de incluir definições de palavras brasileiras eventualmente desconhecidas do leitor português.
   Na página que a INDEX ebooks criou para este livro (aqui) podem encontrar uma descrição detalhada não só deste notável pequeno romance, como do seu autor, o escritor brasileiro Adolfo Caminha, que faleceu muito jovem, com 29 anos, de tuberculose.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Edição integral de 'Dois Mundos' já disponível

   Os cinco volumes da série 'Dois Mundos', do Pedro Xavier estão, agora, reunidos num único volume. Inclui, pela primeira vez, ilustrações do autor e, claro, é publicado pela Index ebooks.
   Ora, o site Smashwords disponibiliza um cupão para download grátis. É uma boa oportunidade para adquirirem este ebook, cujos cinco volumes já atingiram mais de 32.000 downloads.
   O cupão pode ser obtido aqui:
   Promotional price: $0.00
   Coupon Code: AD76L
   Expires: February 12, 2015
   Link: https://www.smashwords.com/books/view...

   Ao fazerem o download, pagam, então, com o cupão. Aproveitem, leiam e comentem!

Chéri

   Brilhante. Uma bela cortesã de quarenta e nove anos, Leónie Vallon, Léa de Lonval, deixa-se conquistar por Fred, Chéri, um jovem de vinte e cinco anos, mimado, petulante e infantil, e ele entrega-se sem tréguas a esta experiente mulher. No entanto, ela continua uma mulher independente, de personalidade forte e segura, até que o casamento por interesse dele coloca um ponto final na relação.
   Paixão, sedução e volúpia pairam neste pequeno romance fascinante de Colette, numa excelente tradução de José Saramago.
   Foi adaptado ao cinema por Stephen Frears.
   No site da Editorial Presença (aqui), podem encontrar um excerto do livro, para aguçar o interesse. Lê-se muito bem, rapidamente e a edição é muito boa, com as páginas grossas. E prefiro a capa original, esta (a que está em cima é o cartaz do filme):

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Uma prosa sobre os meus gatos

Perguntaram-me um dia destes
ao telefone
por que não escrevia
poesia (ao menos um poema)
sobre os meus gatos;
mas quem se interessaria
pelos meus gatos,
cuja única evidência
é serem meus (digamos assim)
e serem gatos
(coisa vasta, mas que acontece
a todos os da sua espécie)?
Este poderia
(talvez) ser um tema
(talvez até um tema nobre),
mas um tema não chega para um poema
nem sequer para um poema sobre;
porque é o poema o tema,
forma apenas.
Depois, os meus gatos
escapam de mais à poesia,
ou de menos, o que vai dar ao mesmo,
são muito longe
ou muito perto,
e o poema precisa do tempo certo
de onde possa, como o gato, dar o salto;
o poema que fizesse
faria deles gatos abstractos,
literários, gatos-palavras,
desprezível comércio de que não me orgulharia
(embora a eles tanto lhes desse).
Por fim, não existem «os meus gatos»,
existem uns tantos gatos-gatos,
um gato, outro gato, outro gato,
que por um expediente singular
(que, aliás, também absolutamente lhes desinteressa)
me é dado nomear e adjectivar,
isto é, ocultar,
tendo assim uns gatos em minha casa
e outros na minha cabeça.
Ora só os da cabeça alcançaria
(se alcançasse) o duvidoso processo da poesia.
Fiquei-me por isso por uma prosa,
e mesmo assim excessivamente corrida e judiciosa.

31/3/99

Manuel António Pina, Todas as Palavras; Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança, p. 271.

Parabéns, Miguel.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

A Biblioteca da Piscina

   'A Biblioteca da Piscina' não é o primeiro livro de AH que li; contudo, é o retrato mais fidedigno e sem subtilezas da vida de um jovem adulto homossexual na Londres do início dos anos 80. Desde os engates nos urinóis públicos - onde conhece o velho Charles - até ao clube Corry, onde pratica natação e se entretém a engatar outros homens. De Arthur, o adolescente negro, a Phil, o jovem empregado de hotel que se exercita no Corry, este livro descreve sem antolhos os relacionamentos de Will, ao mesmo tempo que, ao ler os diários de Charles, descobre uma perturbante revelação que envolveu a sua família ao abrigo da legislação anti-homossexual dos anos 50 do passado.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

César, take 28º

   Acabei de ler o post do Miguel e lembrei-me do meu gato. Mas o César não quer brincadeiras. Mal eu abro a porta, às 7h05 da matina, esgueira-se pelas minhas pernas e foge. Não são os seis quilos que agora pesa que o atrasam. Não, nem o vejo. É um foguete pelas escadas abaixo. Bem que tento abrir apenas uma frincha, para eu e a mochila passarmos, mas ele consegue escapulir-se. Ontem, lá fui, mais uma vez, a correr até ao primeiro andar, enquanto murmurava baixinho, para não assustar os vizinhos 'César, ó César, sacana do gato, olha lá as horas que ainda me fazes perder o comboio!' Hoje, ficou pelo segundo, pois ouviu a vizinha a preparar-se para abrir a porta da sua casa.
   Eu nem me importo que o gato queira sair, sendo curioso por natureza. Importo-me é que seja em dia de trabalho.
   O César não tem medo de nada. Vivesse eu no campo e o gato estaria livre, no seu ambiente natural. Aqui, salta para cima dos armários, corre com a Dalila, são autênticas corridas de fórmula 1 entre a sala e o seu quarto, quer impor-se à Alice, a mais velha, ela não o suporta, dá-lhe uma patada, ele vinca-lhe as presas no lombo, ela mia desalmadamente.
   Ah, mas nunca há monotonia com os meus gatos e não posso imaginar a minha vida sem eles, :)


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Boyhood

Olivia a ler Harry Potter

   Ontem, finalmente, fui ver "Boyhood - Momentos de uma Vida". Sim, gostei, como seria de esperar. Filmado ao longo de doze anos com o mesmo núcleo de quatro actores: Ethan Hawke, Patricia Arquette (os pais Olivia e Mason Sr.), Ellar Coltrane (Mason Jr.) e Loreilei Linklater (Samantha). Os pais estão separados, os filhos vivem com a mãe, os miúdos convivem com o pai de vez em quando; a mãe retoma os estudos e acaba por dar aulas numa faculdade.
   Richard Linklater conseguiu a proeza de manter todos os actores e só na grande tela é que dei conta que não foram só os pais que envelheceram e os filhos cresceram. Eu envelheci com eles, naqueles doze anos condensados em quase 3 horas de filme. Doze anos de mudanças, de cortes de cabelo, da passagem da infância para a adolescência, com as dúvidas, as batalhas, as relações falhadas, a primeira paixão, as desilusões, a amizade.
   Confesso que não me recordava da Patricia Arquette enquanto jovem, mas lembrava-me bem do Ethan Hawke, por a trilogia "Antes" ainda estar bem presente na minha cabeça. E o realizador ser o mesmo (engraçado que RL começou a filmar Boyhood em 94 e realizou Antes do Amanhecer em 95 em 2013, o último Antes da Meia-Noite e no ano passado acabou Boyhood.
   Deixo este link do Sapo-cinema com um artigo e fotos muito interessantes.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Yo sé que el tierno amor escoge sus ciudades...

Yo sé
que el tierno amor escoge sus ciudades
y cada pasión toma un domicilio,
un modo diferente de andar por los pasillos
o de apagar las luces.

Y sé
que hay un portal dormido en cada labio,
un ascensor sin números,
una escalera llena de pequeños paréntesis.

Sé que cada ilusión
tiene formas distintas
de inventar corazones o pronunciar los nombres
al coger el teléfono.
Sé que cada esperanza
busca siempre un camino
para tapar su sombra desnuda con las sábanas
cuando va a despertarse.

Y sé
que hay una fecha, un día, detrás de cada calle,
un rencor deseable,
un arrepentimiento, a medias, en el cuerpo.

Yo sé
que el amor tiene letras diferentes
para escribir: me voy, para decir:
regreso de improviso. Cada tiempo de dudas
necesita un paisaje.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

No creo en brujas, pero que las hay, las hay

   Na passada sexta, às 11 horas, fui, então, à entrevista. Com tanta conversa com a minha antiga colega e esqueci-me de lhe perguntar como se chamava a dirigente dos recursos humanos com quem eu iria me encontrar. Qual não foi a minha surpresa quando ela disse o nome. Fiquei siderada e até pensei que não seria a mesma; afinal, há muitas Marias na terra. Quando o elevador chegou ao rés-do-chão e de lá saiu uma mulher, eu pensei, 'Sim, não é a mesma pessoa'. Afinal, era uma técnica que trabalhava na mesma unidade orgânica e que veio buscar-me à recepção. E, sim, era a mesma pessoa! Ela recordava-se bem de mim, até perguntara se a Margarida não era uma pessoa gordinha? :D Bem, há dez anos, de facto, eu pesava mais de setenta quilos. 'Não', respondera a minha antiga colega, 'não deve ser a mesma pessoa'.
   Era, era, quero dizer, sou eu, e a dirigente foi minha superiora há dez anos, num outro organismo. Ela trabalhou nos recursos humanos, por pouco tempo foi minha directora de serviços, até que saiu em 2005.
   Lá nos reunimos, ela falou no perfil do técnico que desejava para os recursos humanos, eu nunca trabalhei em recursos humanos, mas que tal não fosse impedimento, eu iria fazer o meu melhor. E correu muito bem. Deu-me o email, o número de telemóvel, pediu que eu formalizasse o pedido por escrito e eu saí de lá a pensar que grande coincidência esta. Mais uma.
   Todavia, fiquei um pouco preocupada, porque seriam funções novas e eu em RH, numa área específica, estou a zeros. Lá me mexi, pesquisei e não é que encontrei um curso de formação exactamente nessa área? E, mais uma coincidência, as inscrições estão abertas até meio deste mês. A formação não é propriamente barata, mas, enfim, o que tem de ser, tem de ser. Ontem à noitinha, fiz a inscrição online, recebi no email o formulário com os meus dados em pdf e, esta tarde, enviei por email o pedido de mobilidade, anexando diversos documentos (CV, certificado de habilitações, declaração do serviço, enfim, tinha tudo digitalizado), incluindo o formulário desse curso e uma referência no requerimento de mobilidade.
   Quando referi num post anterior que não estava nada fácil eu ir trabalhar para Viseu, por não conhecer ninguém num serviço público, bem, neste caso específico de me mudar para Lisboa, ainda por cima para uma instituição a dois passos da Cinemateca, da Politécnica, do metro,dizia eu, que neste caso, o factor C sou eu! :D