segunda-feira, 25 de abril de 2016

Hiper online

   As minhas grandes compras faço no continente online; existe um hipermercado no centro comercial perto da minha casa.
   Sigo a estratégia de ir ao site, seleccionar os artigos (areia dos gatos, lixívia, gel verde, leite, tudo em grandes quantidades) e esperar alguns dias até finalizar a compra, aguardando a oferta do serviço de entrega. Normalmente, a loja online oferece o serviço, isto é, acumula em cartão o custo.
   Nas últimas compras, ofereceram não só o serviço de entrega, mas também um vale de 5€, a acumular no cartão, por não ter recebido alguns produtos (recebi-os todos, mas se eu uso aquela estratégia, eles também não são parvos). Fazendo as contas, e com os descontos em alguns artigos, mesmo sem a oferta do serviço de entrega, querias, era, duas vezes seguidas... comprei mais areias, umas lâmpadas economizadoras com 50% de desconto e mais uns quantos produtos assim com promoções de 50%.
   Nesta última entrega faltavam vários artigos, os que tinham desconto, claro, massa fusilli, cápsulas delta, mas, em contrapartida, recebi umas simpáticas ofertas, umas amostras de mistura de cereais pensal e mokambo, umas quantas de gel de banho e uma garrafa de água júnior (na outra compra tinha recebido amostras semelhantes do gel de banho e de natas sem lactose e água com gás, enfim, uma festa).
   Mas, agora, se receber um vale de 5€ a acumular em cartão, é melhor vir atrelado à oferta do serviço de entrega. Se não, nada feito, por muito que aprecie as amostras e as compras serem colocadas na cozinha do meu terceiro andar sem elevador.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O Livro da Selva

Baseado no livro de Rudyard Kipling, aqui está um filme maravilhoso, visualmente arrebatador, com um Mogli fenomenal, um naipe de fabulosos actores (neste caso, as suas vozes), uma história memorável e uma deliciosa cena de Balu e Mogli no rio, não esquecendo os créditos finais.

Para miúdos e graúdos (na versão original, claro).

A ver e a ler a crítica no DN (link aqui).

sábado, 9 de abril de 2016

Tomem lá umas asas e voem

   - Então e as aves?
   - Isso foi ao quinto dia, juntamente com os monstros marinhos e todos os seres vivos que se movem nas águas.
   - Assim, de repente? Tomem lá umas asas e voem?
   - Parece que sim.
   - Todas ao mesmo tempo? Cegonhas, pardais, gaivotas, pombos, falcões, águias, pintassilgos, melros, corvos, codornizes?
   - Com alguns minutos de diferença, provavelmente.
   - Deve ter sido uma coisa linda de se ver, tudo a bater as asas.
   - Podem crer. Uma coisa linda...

João Ricardo Pedro, Um Postal de Detroit, Dom Quixote, 2016, ebook.


Lendo a amostra sem intenções de comprar o livro, até este excerto.
O ebook já está na biblioteca do Kobo...

domingo, 3 de abril de 2016

Nada

"Good night," the other said. Turning off the electric light he continued the conversation with himself. It is the light of course but it is necessary that the place be clean and pleasant. You do not want music. Certainly you do not want music. Nor can you stand before a bar with dignity although that is all that is provided for these hours. What did he fear? It was not a fear or dread. It was a nothing that he knew too well. It was all a nothing and a man was a nothing too. It was only that and light was all it needed and a certain cleanness and order. Some lived in it and never felt it but he knew it all was nada y pues nada y nada y pues nada. Our nada who art in nada, nada be thy name thy kingdom nada thy will be nada in nada as it is in nada. Give us this nada our daily nada and nada us our nada as we nada our nadas and nada us not into nada but deliver us from nada; pues nada. Hail nothing full of nothing, nothing is with thee. He smiled and stood before a bar with a shining steam pressure coffee machine.
"What's yours?" asked the barman.
"Nada."

Ernest Hemingway, A Clean, Well-Lighted Place. 1926.