sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Patrick Modiano - A Erva das Noites

   No desafio do Goodreads, tinha assinalado 40 livros para ler este ano, pois contava ler grandes (em número de páginas) edições, e, afinal, li pequenos livros, médios livros, um e outro calhamaço e um grande, grande livro (em quantidade e qualidade), mas em ebook e numa edição brasileira. Mas é assim, quando se gosta do que se está a ler, aproveita-se todos os minutos livres.


   O 40.º livro, o que completou o desafio do GR, foi a pequena jóia, o sublime 'Erva das Noites' (o título em inglês desvenda um pouco mais a história: 'O Caderno Preto'). Um pouco mais de 100 páginas, páginas boas, letra miúda, escrtito em folhas rijas, como deve ser um livro, numa edição da Porto Editora que eu tinha comprado ainda em 2015.
   É o segundo livro do Prémio Nobel da Literatura de 2014 que leio e é tão bom, tão onírico, tão bem escrito (e traduzido), que merece nova e demorada leitura; com Modiano, na verdade, a leitura tem de ser feita devagar, ao sabor da narrativa, absorvendo o ambiente e, como as personagens, flanando ao lado delas pelas avenidas, pelos bairros, ou sentando-se junto dela nos bancos dos parques ou dos jardins de Paris, esquecendo ou misturado estações do ano, tempos, passado e presente, em sonhos ou na realidade.

sábado, 22 de outubro de 2016

O jantar

   
(os all-star são meus :-P )



   Depois do Francisco, o Mark, o Limite e o Adolescente terem escrito sobre o jantar, faltava eu. Foi no passado sábado.
   Gostei muito, mesmo. Até tivemos sorte com o tempo, pois previam chuva e, afinal, esteve uma noite óptima.
   Resta agradecer ao Adolescente a ideia de retomar o jantar. Em princípio, estarei presente em novas edições (grande inquérito, Adolescente, mas respondi :-P )
   Um brinde!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Nobel da Literatura

   A propósito da atribuição do Nobel da Literatura a Bob Dylan, passei o dia a lembrar-me de um post que aqui escrevi há uns bons meses, cujo excerto retirei do livro "A Velocidade da Luz", de Javier Cercas.

O post é este.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

7.º jantar anual de bloggers lgbt e simpatizantes


   Pois é já este sábado. A organização esteve a cargo do blogger Adolescente Gay. Mais informações, sigam este link.
   Eu estarei presente :-)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Leonardo Padura - Mario Conde #3 e #4

   #3 - Máscaras:
   Um travesti vestido de Electra Garrigó é assassinado. Tendo como inspiração Virgilio Piñera (confesso, na minha humildade, que não conhecia), surge o velho Alberto Marqués, homossexual assumido, que abana os preconceitos do polícia Conde.
   Em longos capítulos, Padura descreve as várias facetas do travestismo, as máscaras, e, embora sendo importantes para situar o tema, acabam por tornar este livro, em parte, maçador.
   O que mais me agrada nestes policiais do MC não são, apenas, os casos de homicídio que o Conde tem de resolver; na verdade, os crimes são um empurrão para as histórias mais importantes, as paralelas: a amizade entre ele e o Carlos Magricela, as refeições extraordinárias da mãe do Carlos, as paixões do Conde, a crítica social ao regime de Cuba, o sonho do Conde em ser, finalmente, um escritor, um escritor melancólico, nostálgico, comovedor, é certo, e, claro, a escrita leve, com um traço de ironia, de Padura, não deixando, contudo, de ser pungente, principalmente nas cenas do solitário polícia. Foi isso que senti falta neste terceiro livro da série do Mario Conde.


   #4 - Paisaje de otoño:
   Este é o quarto (e último livro) que reúne um ano da vida de Mario Conde.
   A "Tetralogia das Quatro Estações", como refere o autor no prólogo, começa, assim, no primeiro livro (Um Passado Perfeito), que se desenrola no Inverno (passagem de ano); o segundo (Vientos de cuaresma), passa-se na Primavera; Máscaras, no Verão, e, este, Paisaje de otoño, termina, claro, no Outono, no aniversário do polícia (a 9 de outubro, mesmo dia do aniversário de Leonardo Padura, :-) - mesmo dia, mas não nasceram no mesmo ano), culminando na passagem do ciclone Félix, num final de livro sublime, um dos melhores desta série.
   Todavia, um ciclone mais importante surge na vida do tenente Conde (a leitura dos outros livros é essencial) e ele toma uma decisão irreversível, quando os seus colegas polícias são investigados e o chefe, o Velho, o major Rangel, se aposenta.
   Não falta, sequer, uma cena de 'O Falcão de Malta', que serve de inspiração para uma grande tirada: '«Séptimo: no me agrada la idea de que exista una possibilidad entre cien de que puedas haberme tomado por un imbécil» (...) pero la utilidad de la literatura para explicar la vida volvía a quedarle demonstrada al polícia que rabiosamente sospechaba una cosa: existía más de una possibilidad, casi cien entre cien, de que varias gentes lo hubieran tomado por un imbécil.'
   Mais um excelente livro.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Aqueles Dias

Hoje é o Dia Mundial do Animal. O mais recente membro da família, o Fred, chegou há dois meses. Como passaram rápido! Engordou, tornou-se o rei da casa, usurpando os lugares onde dormem os outros gatos (excepto em cima da TV, que continua a ser o sítio preferido da Dalila).



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Fiz anos há uns dias. Uns quantos acima dos quarenta, mas a balança do PT dá-me 27 anos, por isso, está tudo bem.

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O Freddie faria 70 anos no mês passado.