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sexta-feira, 2 de março de 2012

Humanidade

Durante muitos anos, estive de candeias às avessas com o Saramago. Não conseguia lê-lo.

Há dias, inspirei fundo e resolvi começar de novo. Do zero. Emprestaram-me o "Memorial do Convento" para ler à hora do almoço. Custou, a princípio, mas só a princípio. Estou rendida. Agora, não será apenas à hora do almoço.

"... e circulavam burros à nora, de olhos tapados para terem a ilusão de caminhar a direito, não sabendo, como não sabiam os donos, que andando realmente a direito, também acabariam por vir parar ao mesmo lugar, porque o mundo é ele uma nora e são os homens que, andando em cima dele, o puxam e fazem andar. Mesmo já cá não estando Sebastiana Maria de Jesus para ajudar com as suas revelações, é fácil ver que, faltando os homens, o mundo pára." - p. 66.

José Saramago, Memorial do Convento, Caminho, 1987, 17.ª edição.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Richard Zimler

Acabei de ver uma entrevista a este escritor na RTP2. (já tinha visto há muito tempo, mas tinha-a apanhado quase no fim. - li O Último Cabalista de Lisboa, a Sétima Porta e os Anagramas de Varsóvia).

Para ele, o melhor romancista português é Miguel Torga. Para mim também. De momento, estou a reler os Novos Contos da Montanha; já tinha lido Bichos, Contos da Montanha e Rua, obras reunidas num único volume.

Este livro faz parte de uma colecção publicada pelo Circulo de Leitores em 2002.