Aos amigos que tive a felicidade de conhecer nos últimos tempos,
aos amigos que ainda não conheço, mas não perdi a esperança,
aos amigos que passam por aqui e dizem 'olá',
aos amigos que nada dizem, mas gostam de ler,
aos amigos que têm saudades dos contos,
aos amigos que vivem do outro lado do oceano,
aos amigos que vivem aqui ao pé,
aos amigos que têm gatos e tartarugas,
aos amigos que preferem cães,
aos amigos que lêem, escrevem, desenham, dançam e sonham
aos amigos que me deram tanto e partilham comigo um sorriso.
I knew a man Bojangles
And he danced for you
In worn out shoes
With silver hair, a ragged shirt
And baggy pants, the old soft shoe
He jumped so high, he jumped so high
Then he lightly touched down
I met him in a cell in New Orleans
I was down and out
He looked at me to be the eyes of age
As he spoke right out
He talked of life, he talked of life
He laughed, and slapped his leg a step
Mr. Bojangles, Mr. Bojangles
Mr. Bojangles, dance!
He said his name, Bojangles
then he danced a lick across the cell
He grabbed his pants
a better stance
Oh, he jumped up high
he clicked his heels
He let go a laugh, he let go a laugh
Shook back his clothes all around
He danced for those
At minstrel shows and county fairs
Throughout the south
He spoke with tears of 15 years
How his dog and he traveled about
His dog up and died, he up and died
After 20 years he still grieves
Mr. Bojangles, Mr. Bojangles
Mr. Bojangles, dance!
He said I dance now
At every chance in honky tonks
For drinks and tips
But most of the time
I spend behind these county bars
He said I drinks a bit
He shook his head
And as he shook his head
I heard someone respectfully ask
Please
Mr. Bojangles, Mr. Bojangles
Mr. Bojangles, dance!
The buttons on your collar The colour of your hair I think I see you everywhere I want to live forever And watch you dancing in the air All the lies and make-believe The very things that one day leave But I can see you standing in mid air The girl I want to marry Upon the high trapeze The day she fell and hurt her knees And only time can make you The wind that blows away the leaves For everything that life was worth The fallen snow, the virgin birth Yeah I can see you standing in mid air I can see you standing in mid air. (mais aqui)
Caíste e esfolaste os joelhos,
mas agora eu estou do teu lado
e seguro-te na mão
mesmo que tenhas medo, já não cais
nem te magoas
porque eu seguro-te na mão.
No sábado à noite, fui ver a Cuca Roseta ao Fórum Cultural do Seixal, bem perto da minha casa. Nunca a tinha visto ao vivo e o FCS é uma
grande sala de espectáculos, assim, apenas ala central estava cheia. Merecia mais gente, por ela ser mesmo muito boa e o preço simpático ajudar à festa. Apresentou o seu último álbum, 'Raiz', acompanhada pelos guitarristas Luís
Guerreiro na guitarra portuguesa, Pedro Pinhal na guitarra clássica e Frederico
Gato no baixo acústico. Fiquei rendida, ela é mesmo um espanto e tem tanto de voz como de beleza e simpatia.
Este segundo álbum tem fados compostos, na sua maioria, por ela própria, mas nesta noite claro que cantou outros, como o 'Fado do Capelão', com o qual abriu o espectáculo. Quase 1h30 depois, terminou em beleza num encore com o fado 'Boa Nova'.
Só um apartezinho, a provar que este blogue é assim meio eclético e fashion. Na primeira parte, ela usava um top
branco pérola cingido à cintura por uma fita de cetim da mesma cor e uma
saia evasé até aos tornozelos amarela, muito simples mas que lhe ficava
muito bem. Quando o foco lhe incidia por trás, a saia ficava
transparente e via-se as pernas e que pernas, longas e bem torneadas. Estava mesmo
bonita, com um cabelo como eu gostava de ter (antes de ter acontecido uma desgraça aos doze anos e nunca mais ter crescido como deve ser).Depois, no meio de uma guitarrada - espectacular - ela
saiu e regressou com um vestido branco, também bonito, apertado debaixo do
peito, parecido com uma túnica romana, pelos joelhos. Assim, para além de uma grande voz, ela tem um grande corpo. :)
(só para situar, o Pedro Pinhal é o do meio e o Frederico Gato é o da direita e faz jus ao nome)
Compositor, pianista, com um estilo único, é considerado um dos gigantes do jazz. É o
segundo artista com mais discos gravados (sendo o primeiro Duke Ellington).
É maravilhosa
a amizade que se estabeleceu entre Monk e ‘Nica’ (Pannonica de Koenigswarter, da família Rothschild) e
patrona de muitos músicos de jazz nova-iorquinos.
Para
que não sabe, hoje é o Dia Internacional do Jazz, efeméride lançada pela
UNESCO. Istambul é a capital do jazz e Herbie Hancock o seu
embaixador.
Prestando tributo a Michael Jackson, Enrico Rava, aclamado trompetista italiano, lançou recentemente este CD de jazz.
Num impulso de curiosidade - suscitada pela mediática
morte em 2009 do Rei da Pop - Rava adquiriu, de
forma compulsiva, toda a obra do cantor.
Como o músico confessou, Michael Jackson acabaria por invadir a sua vida, obsessão que conduziu a este trabalho. Em 'On the Dance Floor,' Enrico Rava rompe
completamente com os cânones convencionais da Pop e do Jazz, adicionando
às músicas de Michael Jackson o seu estilo pessoal.
Este álbum gravado ao vivo conta com a
participação de jovens talentos do ensemble Parco della Musica Jazz Lab e
do pianista Giovanni Guidi do quinteto habitual de Rava.
Um fim-de-semana prolongado e a mudança da hora fez com que ontem estivesse a ler até às tantas e hoje, por ser início do mês e regresso das mini-férias, acordar sem despertador sem saber bem a razão e sair de casa mais cedo para comprar o passe e evitar a fila na bilheteira.
Apesar de tudo, lá consegui beber o nicola no café da estação e apanhar o comboio das 7,48.
E não é por ser o dia das mentiras, mas a manhã ainda nem vai a meio e já estou acordada desde as seis menos vinte...
É um disco fabuloso do Samuel Úria. Sabem aquele momento em que se escuta uma música e ficamos apaixonados por ela? Pois foi o que me aconteceu, mas não apenas por uma, mas pelo álbum inteiro.
A voz, as letras poéticas, as melodias, a melancolia, os maravilhosos artistas convidados (entre eles o António Zambujo) encontram-se reunidos nesta pérola.