sábado, 31 de maio de 2014
Parabéns, Elvira!
A minha menina faz hoje um ano! :)
Há dez meses, recebi-a assim pequenina, lembram-se?
Uma pestinha, mas não mudaria nada. Feliz aniversário, Elvira.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Justine
«Não preciso de nada: é uma simples constipação. As doenças não se interessam por aqueles que desejam morrer.» Depois, por uma dessas associações desconcertantes, como uma volta de andorinha em pleno voo, acrescentou: «Oh!, Nessim, tenho sido sempre uma mulher forte. Será que isso me tem impedido de ser verdadeiramente amada?»
Lawrence Durrell, O Quarteto de Alexandria, Parte I (p. 120 de 244 no Kobo)
Lawrence Durrell, O Quarteto de Alexandria, Parte I (p. 120 de 244 no Kobo)
quarta-feira, 28 de maio de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
O Peso do Paraíso - Rui Chafes no CAM
Confesso a minha ignorância no que diz respeito às Artes. Prefiro livros, como sabem, e uma ou outra peça de teatro. Cinema, nos últimos tempos, tem sido raro. Escultura, pintura, dança. música clássica, pouco sei.
Nunca tinha visto nada de Rui Chafes, um dos melhores artistas portugueses, a celebrar vinte e cinco anos de actividade. Assim, no passado 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, fui ao Centro de Arte Moderna (CAM), com o objectivo de visitar a sua mais recente exposição, 'O Peso do Paraíso'. Era o último dia da exposição e aproveitei o facto de se realizar uma visita guiada. Eu pensei que fosse guiada, afinal, era de demonstração, intitulada 'Um olhar sobre o peso e a leveza na obra de Rui Chafes, usando a aguada como técnica'. A visita, que durou cerca de hora e meia, embora bastante interessante e com algumas explicações sobre o trabalho de RC, resumiu-se a uma aula prática de pintura em aguarela, carvão e guache, não existindo propriamente uma visita guiada à exposição.
Assim, pelas onze horas desse belo dia de domingo, um grupo bastante heterogéneo (desde um aluno da ESBAL, passando por alunos do curso de desenho e seguidores do 'Sketchers', a curiosos como eu, que desconheciam que iriam pegar em pincéis), recebeu uma pasta com material de desenho e, depois de uma introdução à obra de RC pela artista Ana João Romana, estabeleceu como local de trabalho a grande janela da nave que dá para o jardim .
Sentámo-nos em bancos ou no chão e, de acordo com instruções da artista, utilizando aguarela, carvão e guache, demos largas à imaginação e pintámos a paisagem à frente (o jardim, o lago, as árvores, a escultura).
Nunca tinha tido a oportunidade de ver uma exposição de Rui Chafes. Foi a grande antologia do artista, que, colocando as peças na grandiosa nave do CAM, qual folha em branco, apresentou as suas obras como se fosse uma escrita. Assim, estão presentes dualidades como o chão e o teto, o cheio e o vazio, a suspensão e a queda, o alto e o baixo. Algumas esculturas de ferro pintadas de cinzento ou de negro são atravessadas pela luz, criando a noção de leveza e fragilidade. E foi importante a explicação da Ana João, pois o que o artista quis criar foi a sensação de desaceleração do dia-a-dia, de lentidão que muitas vezes é esquecida. Informação massiva é recebida por nós todos os dias, a grande velocidade, o que não nos permite compreender tudo. Desacelerar, respirar fundo, interpretar a vida, o corpo através da obra de RC é o que se pretende, assim.
Segundo a biografia de RC, a sua data de nascimento é 1266 (e não 1966), em plena Idade Média, sendo o seu ofício o de escultor numa oficina.
Aqui ficam algumas imagens da exposição:
Nunca tinha visto nada de Rui Chafes, um dos melhores artistas portugueses, a celebrar vinte e cinco anos de actividade. Assim, no passado 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, fui ao Centro de Arte Moderna (CAM), com o objectivo de visitar a sua mais recente exposição, 'O Peso do Paraíso'. Era o último dia da exposição e aproveitei o facto de se realizar uma visita guiada. Eu pensei que fosse guiada, afinal, era de demonstração, intitulada 'Um olhar sobre o peso e a leveza na obra de Rui Chafes, usando a aguada como técnica'. A visita, que durou cerca de hora e meia, embora bastante interessante e com algumas explicações sobre o trabalho de RC, resumiu-se a uma aula prática de pintura em aguarela, carvão e guache, não existindo propriamente uma visita guiada à exposição.
Assim, pelas onze horas desse belo dia de domingo, um grupo bastante heterogéneo (desde um aluno da ESBAL, passando por alunos do curso de desenho e seguidores do 'Sketchers', a curiosos como eu, que desconheciam que iriam pegar em pincéis), recebeu uma pasta com material de desenho e, depois de uma introdução à obra de RC pela artista Ana João Romana, estabeleceu como local de trabalho a grande janela da nave que dá para o jardim .
Sentámo-nos em bancos ou no chão e, de acordo com instruções da artista, utilizando aguarela, carvão e guache, demos largas à imaginação e pintámos a paisagem à frente (o jardim, o lago, as árvores, a escultura).
Nunca tinha tido a oportunidade de ver uma exposição de Rui Chafes. Foi a grande antologia do artista, que, colocando as peças na grandiosa nave do CAM, qual folha em branco, apresentou as suas obras como se fosse uma escrita. Assim, estão presentes dualidades como o chão e o teto, o cheio e o vazio, a suspensão e a queda, o alto e o baixo. Algumas esculturas de ferro pintadas de cinzento ou de negro são atravessadas pela luz, criando a noção de leveza e fragilidade. E foi importante a explicação da Ana João, pois o que o artista quis criar foi a sensação de desaceleração do dia-a-dia, de lentidão que muitas vezes é esquecida. Informação massiva é recebida por nós todos os dias, a grande velocidade, o que não nos permite compreender tudo. Desacelerar, respirar fundo, interpretar a vida, o corpo através da obra de RC é o que se pretende, assim.
Segundo a biografia de RC, a sua data de nascimento é 1266 (e não 1966), em plena Idade Média, sendo o seu ofício o de escultor numa oficina.
Aqui ficam algumas imagens da exposição:
domingo, 25 de maio de 2014
Oh as casas as casas as casas
Oh as casas as casas as casas
as casas nascem vivem e morrem
Enquanto vivas distinguem-se umas das outras
distinguem-se designadamente pelo cheiro
variam até de sala pra sala
As casas que eu fazia em pequeno
onde estarei eu hoje em pequeno?
Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco?
Terei eu casa onde reter tudo isto
ou serei sempre somente esta instabilidade?
As casas essas parecem estáveis
mas são tão frágeis as pobres casas
Oh as casas as casas as casas
mudas testemunhas da vida
elas morrem não só ao ser demolidas
elas morrem com a morte das pessoas
As casas de fora olham-nos pelas janelas
Não sabem nada de casas os construtores
os senhorios os procuradores
Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm o conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
uma palavra como intimidade
Sem casas não haveria ruas
as ruas onde passamos pelos outros
mas passamos principalmente por nós
Na casa nasci e hei-de morrer
na casa sofri convivi amei
na casa atravessei as estações
respirei - ó vida simples problema de respiração
Oh as casas as casas as casas
as casas nascem vivem e morrem
Enquanto vivas distinguem-se umas das outras
distinguem-se designadamente pelo cheiro
variam até de sala pra sala
As casas que eu fazia em pequeno
onde estarei eu hoje em pequeno?
Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco?
Terei eu casa onde reter tudo isto
ou serei sempre somente esta instabilidade?
As casas essas parecem estáveis
mas são tão frágeis as pobres casas
Oh as casas as casas as casas
mudas testemunhas da vida
elas morrem não só ao ser demolidas
elas morrem com a morte das pessoas
As casas de fora olham-nos pelas janelas
Não sabem nada de casas os construtores
os senhorios os procuradores
Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm o conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
uma palavra como intimidade
Sem casas não haveria ruas
as ruas onde passamos pelos outros
mas passamos principalmente por nós
Na casa nasci e hei-de morrer
na casa sofri convivi amei
na casa atravessei as estações
respirei - ó vida simples problema de respiração
Oh as casas as casas as casas
Ruy Belo, Homem de Palavra[s], Todos os Poemas, pp. 212- 213.
sábado, 24 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Virei kobista II
Tenho dezenas de ebooks gratuitos por ler e uma pilha de livros de papel que só não apanha pó, porque está no armário, mas há leituras que passam à frente.
Este brinquedo é perigoso. Ainda me leva à falência.
Este brinquedo é perigoso. Ainda me leva à falência.
Morte
Ruy Belo, [Foi um Verão Exaltante], Granta Portugal 3.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
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