Na passada sexta, às 11 horas, fui, então, à entrevista. Com tanta conversa com a minha antiga colega e esqueci-me de lhe perguntar como se chamava a dirigente dos recursos humanos com quem eu iria me encontrar. Qual não foi a minha surpresa quando ela disse o nome. Fiquei siderada e até pensei que não seria a mesma; afinal, há muitas Marias na terra. Quando o elevador chegou ao rés-do-chão e de lá saiu uma mulher, eu pensei,
'Sim, não é a mesma pessoa'. Afinal, era uma técnica que trabalhava na mesma unidade orgânica e que veio buscar-me à recepção. E, sim, era a mesma pessoa! Ela recordava-se bem de mim, até perguntara se a Margarida não era uma pessoa gordinha? :D Bem, há dez anos, de facto, eu pesava mais de setenta quilos. '
Não', respondera a minha antiga colega, '
não deve ser a mesma pessoa'.
Era, era, quero dizer, sou eu, e a dirigente foi minha superiora há dez anos, num outro organismo. Ela trabalhou nos recursos humanos, por pouco tempo foi minha directora de serviços, até que saiu em 2005.
Lá nos reunimos, ela falou no perfil do técnico que desejava para os recursos humanos, eu nunca trabalhei em recursos humanos, mas que tal não fosse impedimento, eu iria fazer o meu melhor. E correu muito bem. Deu-me o email, o número de telemóvel, pediu que eu formalizasse o pedido por escrito e eu saí de lá a pensar que grande coincidência esta. Mais uma.
Todavia, fiquei um pouco preocupada, porque seriam funções novas e eu em RH, numa área específica, estou a zeros. Lá me mexi, pesquisei e não é que encontrei um curso de formação exactamente nessa área? E, mais uma coincidência, as inscrições estão abertas até meio deste mês. A formação não é propriamente barata, mas, enfim, o que tem de ser, tem de ser. Ontem à noitinha, fiz a inscrição online, recebi no email o formulário com os meus dados em pdf e, esta tarde, enviei por email o pedido de mobilidade, anexando diversos documentos (CV, certificado de habilitações, declaração do serviço, enfim, tinha tudo digitalizado), incluindo o formulário desse curso e uma referência no requerimento de mobilidade.
Quando referi num post anterior que não estava nada fácil eu ir trabalhar para Viseu, por não conhecer ninguém num serviço público, bem, neste caso específico de me mudar para Lisboa, ainda por cima para uma instituição a dois passos da Cinemateca, da Politécnica, do metro,dizia eu, que neste caso, o factor C sou eu! :D