domingo, 8 de março de 2015

Os Luminares

   Épico. Genial a autora associar as personagens às posições estelares e planetárias, aos signos do zodíaco. O primeiro capitulo, o mais longo, dá a conhecer o mistério da reunião de doze homens no salão de fumo de um hotel de Hokitika, uma terra mineira da Nova Zelândia.
   O ano em que tudo começa: 1866. Um crime, um desaparecimento, uma ex-prostituta, prospectores de ouro, astrologia, amor, aventura, ópio, traição e vingança.
   Surpreendente do princípio ao fim.
   Vencedor do Man Booker Prize 2013.

quinta-feira, 5 de março de 2015

O tempo pergunta ao tempo,

quanto tempo o tempo tem. O tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem.


   The Clock, de Christian Marclay (ver notícia do Público aqui) está patente no Museu Colecção Berardo, no CCB, até dia 19 de abril. É uma compilação de cenas de filmes contendo toda a espécie de referências ao tempo e à sua passagem – sejam elas um pêndulo ou os ponteiros de um relógio, um cigarro a arder, uma espera ansiosa, uma corrida para apanhar um comboio, um despertador a tocar
   Este sábado, ao fim da tarde, estarei por lá; não tenciono fazer a maratona de 24 horas, contudo :)
   No site do Museu Colecção Berardo (aqui) têm mais informação.
 

terça-feira, 3 de março de 2015

Falta de juízo

   Não me custou a extracção de um siso. Não me custou levar dois pontos. Não custou comer comidas frias e moles durante os primeiros dias (nunca comi tanto nestum de arroz).
   O que me custa é conter-me para não esgravatar com a língua o buraco à procura da ponta do fio.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Dom Casmurro




   Tinha há muito tempo 'Dom Casmurro', de Machado de Assis, no meu Kobo. Fui buscá-lo ao 'Projecto Adamastor' (consultar aqui os vários clássicos em língua portuguesa de utilização gratuita) por sugestão do João Máximo. A leitura foi adiada e adiada, até que decidi meter mãos à obra  há pouco mais de uma semana.
   Não se assustem com os 148 capítulos. A maior parte tem três a cinco páginas. O mais pequeno tem uma. A leitura é compulsiva. Absolutamente grandioso.

   Muito mais que o amor de Bento por Capitolina, muito mais que a vida de Dom Casmurro, é um romance apaixonante, narrado na primeira pessoa pelo Dom Casmurro. Imprescindível a sua leitura.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Karma is a...

  O refeitório do meu trabalho tem uma cozinheira nova. No primeiro dia, colocou caldo de carne na sopa. No segundo dia, eu notei a mesma coisa. E mais duas vezes eu provei e deixei a malga inteira. Inquiri a responsável pelo refeitório, eu era a única que não tinha gostado da sopa, tirando no primeiro dia que, de facto, tinha acrescentado o caldo. Perguntei se a partir de agora poderia comer apenas o prato, a 3 €, e a resposta foi não. Não tinha ordens dos seus superiores (quando eu já tinha visto que servia a alguns colegas apenas o prato). Mas, simpática, deu-me a provar a sopa do dia, disse que viu como tinha sido feita, tudo normal, uma sopa de legumes clássica. Estava boa, gostei, comi-a toda. No fim da refeição, agradeci à cozinheira; estava muito boa.
   Bem, com isto tudo, fiquei incomodada com o facto de servir a alguns colegas o prato simples e a outros dizer que não, que teria de ser a refeição completa (sopa, prato, pão, sobremesa/fruta). Assim, se eu não gostasse da sopa, teria de pagar tudo? Pois...
   Hoje, a cozinheira estava a servir um colega e bateu com um prato vazio num ferro (há tanto tempo que almoço no refeitório e nunca tal tinha acontecido). Metade do prato caiu na cuba da sopa.
   Paguei um prato simples.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ossos do ofício, leituras sobre carris

   Tarde de ontem passada numa EB 2,3 perto de Aveiro. Três horas de sessões de sensibilização, quatro turmas, três do 5.º ano, uma do 6.º. Alunos interessados, interventivos; fui a 'senhora professora Margarida'.  Dizem que tenho jeito.
   Cinco horas de comboio, entre intercidades e alfa. Por companhia, o Kobo. Acabei 'Os Dragões não Conhecem o Paraíso', do extraordinário Caio Fernando Abreu, e li numa penada o divertido 'Um Brasileiro em Berlim', de João Ubaldo Ribeiro.
   Um dia cansativo, mas bastante produtivo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Aristogatos XLV

Eu perdi o dó da minha viola, da minha viola eu perdi o dó!
Dormir é muito bom, é muito bom, dormir é muito bom, é muito bom!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Fantasma

   Luiz Alfredo Garcia-Roza publicou vários policiais cuja personagem principal é Espinosa, delegado da 12.ª DP (esquadra) de Copacabana, Rio de Janeiro. Vive no Bairro Peixoto e Copacabana surge na maioria das vezes como o palco principal das suas histórias.
   Em 1996, publica o primeiro livro desta colecção, 'O Silêncio da Chuva', e em 2009 o nono volume, 'Céu de Origamis'. Eu julgava que era o último desta série, encerrando com chave de ouro as aventuras de Espinosa.
   Passam-se mais de dez anos, entre homicídios, uma relação estável, livros comprados em sebos, não esquecendo a sua famosa estante-de-livros, composta unicamente por livros.
   Em 2012, com 'Fantasma', o delegado Espinosa 'ressuscita'. Não gostei tanto como dos outros policiais. Um estrangeiro é assassinado na rua, junto a uma sem-tecto apelidada de Princesa, a sua mala de viagem desaparece e assim começa esta história. Falta-lhe um certo carisma, o enredo é mais fraco, as personagens sem substância. Cheguei nem a meio da história e já sabia quem era o vilão.
   Mas o que mais me custou é que a 'estante-de-livros' é raramente mencionada. Imperdoável!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Ebook 'Instantâneos': um ano depois

  
   Há um ano [leiam, por favor, este post], anunciava a publicação do meu pequenino livro 'Instantâneos - fragmentos da memória'.
   Após estes doze meses, o livro continua a ser 'comprado' (é gratuito), tendo superado o número de vendas previsto.
   Quem ainda não teve a oportunidade de o ler, pode fazê-lo aqui, na página que a editora INDEX ebooks criou. Leiam. Espero que gostem :)