Dois pequenos grandes livros terminados no fim-de-semana: Antes do Baile Verde, de Lygia Fagundes Telles, e Ursamaior, de Mário Cláudio. Ambos classificados com 5* no goodreads.
Antes do Baile Verde foi publicado pela primeira vez em 1970. O ebook que li é de 2009, da editora brasileira Companhia das Letras. Reúne dezoito contos, o primeiro escrito em 1949 e o último em 1970.
São dezoito pequenas ficções intituladas 'Os Objetos'; 'Verde Lagarto Amarelo'; 'Apenas um Saxofone'; 'Helga'; 'O Moço do Saxofone'; 'Antes do Baile Verde'; 'A Caçada'; 'A Chave'; 'Meia-Noite em Ponto em Xangai'; 'A Janela'; 'Um Chá Bem Forte e Três Xícaras'; 'O Jardim Selvagem'; 'Natal na Barca'; 'A Ceia'; 'Venha Ver o Pôr-do-Sol'; 'Eu Era Mudo e Só'; 'As Pérolas' e 'O Menino'. O meu conto preferido é 'A Caçada', seguindo-se 'Natal na Barca', 'Eu Era Mudo e Só' e 'O Menino'.
As páginas finais do livro reúnem algumas críticas literárias, uma carta de Carlos Drummond de Andrade, redigida em 1966, e um depoimento de Urbano Tavares Rodrigues, quando a autora foi galardoada com o Prémio Camões, em 2005.
É um dos melhores livros de contos que já li, aconselho vivamente.
Ursamaior, um presente que muito agradeço ao João Roque, foi publicado em 2000. Apresenta sete personagens encarceradas, do jovem assassino Henrique ao transformista Cristiana, passando pelo burlão Rogério e por Geraldo, o jogador, por exemplo.
Através das narrativas ora na terceira pessoa, ora na primeira, intercalando-se as vidas dos sete homens presos umas nas outras, com os discursos e comportamentos muito próprios do nível de vida de cada um, o autor consegue transmitir um profundo conhecimento da língua portuguesa.
A história inicial é a mais brutal, como brutal é o fim da última personagem apresentada.
Mário Cláudio, de quem nunca tinha lido nada antes, é, com justiça, um dos grandes escritores portugueses da actualidade.
São dezoito pequenas ficções intituladas 'Os Objetos'; 'Verde Lagarto Amarelo'; 'Apenas um Saxofone'; 'Helga'; 'O Moço do Saxofone'; 'Antes do Baile Verde'; 'A Caçada'; 'A Chave'; 'Meia-Noite em Ponto em Xangai'; 'A Janela'; 'Um Chá Bem Forte e Três Xícaras'; 'O Jardim Selvagem'; 'Natal na Barca'; 'A Ceia'; 'Venha Ver o Pôr-do-Sol'; 'Eu Era Mudo e Só'; 'As Pérolas' e 'O Menino'. O meu conto preferido é 'A Caçada', seguindo-se 'Natal na Barca', 'Eu Era Mudo e Só' e 'O Menino'.
As páginas finais do livro reúnem algumas críticas literárias, uma carta de Carlos Drummond de Andrade, redigida em 1966, e um depoimento de Urbano Tavares Rodrigues, quando a autora foi galardoada com o Prémio Camões, em 2005.
É um dos melhores livros de contos que já li, aconselho vivamente.
Ursamaior, um presente que muito agradeço ao João Roque, foi publicado em 2000. Apresenta sete personagens encarceradas, do jovem assassino Henrique ao transformista Cristiana, passando pelo burlão Rogério e por Geraldo, o jogador, por exemplo.
Através das narrativas ora na terceira pessoa, ora na primeira, intercalando-se as vidas dos sete homens presos umas nas outras, com os discursos e comportamentos muito próprios do nível de vida de cada um, o autor consegue transmitir um profundo conhecimento da língua portuguesa.
A história inicial é a mais brutal, como brutal é o fim da última personagem apresentada.
Mário Cláudio, de quem nunca tinha lido nada antes, é, com justiça, um dos grandes escritores portugueses da actualidade.










