Dois telefonemas do mesmo número de telemóvel, de um senhor que queria falar para o Belita Supermercados, de Guimarães. E pedi-lhe para dizer o número que estava no cartão do supermercado. Era o meu.
Olá, Belita Supermercados! :-)
quarta-feira, 16 de março de 2016
domingo, 13 de março de 2016
Quizá Sólo Nos Falte Ser Algo Menos Jóvenes
Quizá sólo nos falte
ser algo menos jóvenes, sentir en otro tono
más distante la vida,
sin abusos
con nuestra inevitable humanidad.
ser algo menos jóvenes, sentir en otro tono
más distante la vida,
sin abusos
con nuestra inevitable humanidad.
De nuevo el paraíso.
Otra vez en la suerte de una casa
no demasiado grande, bajo el sol de los viernes,
un refugio sincero en la colina
donde mirar la tierra con forma de caricia,
mientras marzo se va y abril levanta
la frente de los campos heredados,
a dos horas de viaje.
Junto al cristal dolido de la puerta,
me gusta comprobar que te desean
las raíces por mí, cuando se ciñen
con sus dedos salvajes a tu cuerpo,
a tus enormes días de pezones pequeños,
como sombras de olivo.
Igual que lo hace un sueño, bajas por la pendiente
para dormir conmigo,
incendiando
el encubierto reino de la luz retirada,
que no calla los pleitos de la carne
ni le pone distancia
al ruido mundanal de su vocabulario,
heredado también con estas piedras.
Aunque es más blanco el humo de los leños
y flota en son de paz
sobre el envejecido silencio de estos montes,
aunque los himnos del atardecer
debilitan las voces, acercándolas,
no conozco la senda que me aparte
de un cuerpo al que pedirle dignidad,
un cuerpo no invitado
a sus aniversarios, ese calor litúrgico
de los antepasados
y los bailes antiguos
con los hombros desnudos
parecidos al mar.
Es imposible retirarse a tiempo.
Es imposible,
mientras yo me aventuro a sorprendemos,
decirte, conocerte,
tener un privilegio.
y de nada nos sirven estas horas
que no son de tu edad ni de la mía.
Otra vez en la suerte de una casa
no demasiado grande, bajo el sol de los viernes,
un refugio sincero en la colina
donde mirar la tierra con forma de caricia,
mientras marzo se va y abril levanta
la frente de los campos heredados,
a dos horas de viaje.
Junto al cristal dolido de la puerta,
me gusta comprobar que te desean
las raíces por mí, cuando se ciñen
con sus dedos salvajes a tu cuerpo,
a tus enormes días de pezones pequeños,
como sombras de olivo.
Igual que lo hace un sueño, bajas por la pendiente
para dormir conmigo,
incendiando
el encubierto reino de la luz retirada,
que no calla los pleitos de la carne
ni le pone distancia
al ruido mundanal de su vocabulario,
heredado también con estas piedras.
Aunque es más blanco el humo de los leños
y flota en son de paz
sobre el envejecido silencio de estos montes,
aunque los himnos del atardecer
debilitan las voces, acercándolas,
no conozco la senda que me aparte
de un cuerpo al que pedirle dignidad,
un cuerpo no invitado
a sus aniversarios, ese calor litúrgico
de los antepasados
y los bailes antiguos
con los hombros desnudos
parecidos al mar.
Es imposible retirarse a tiempo.
Es imposible,
mientras yo me aventuro a sorprendemos,
decirte, conocerte,
tener un privilegio.
y de nada nos sirven estas horas
que no son de tu edad ni de la mía.
Luis García Montero
(fonte)
terça-feira, 8 de março de 2016
Árvores e Dia da Mulher
Já que os Serviços de Espaços Verdes da CM de Lisboa andam a cortar e arrancar as árvores da Praça de Londres, poderiam aproveitar o balanço e fazer uma razia nas que estão no meio da praça. Aí, eu já veria a manifestação da CGTP em frente à SG...
segunda-feira, 7 de março de 2016
sábado, 5 de março de 2016
Estou a amolecer com a idade
Esta semana, abri a porta ao vendedor da cabovisão e ao da meo. Esta manhã, aceitei um folheto de uma testemunha de jeová.
quinta-feira, 3 de março de 2016
terça-feira, 1 de março de 2016
domingo, 28 de fevereiro de 2016
En el ultimo trago
Nada me han enseñado los años
siempre caigo en los mismos errores
otra vez a brindar con extraños
y a llorar por los mismos dolores
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Os Navios da Noite II
Nada me dá mais prazer do que oferecer um livro, principalmente um de que gostei muito. Foi o que aconteceu quando oferecei este livro hoje, ao almoço, mais de um mês depois de a Lídia fazer anos.
Comprei-o em formato de ebook mal ficou disponível (é apresentado amanhã ao fim da tarde nas Correntes D'Escritas).
Dezoito contos fazem parte desta publicação, narrados, na maioria, na primeira pessoa. Tortura, morte, desilusão, perda, uma tristeza imensa numa e noutra história, críticas à sociedade, à política perpassam por muitos deles (tão actuais que são essas histórias!). Não faltam, também, um pedaço de loucura, hipocondria e umas pitadas de ironia.
A linguagem, apurada, e, embora algum final seja previsível, todas as histórias prenderam-me e emocionaram-me.
Dois dos contos, por todas as razões, são os meus preferidos: "A minha mãe e eu" e "A ideia do meu pai".
...'Pressinto-a nos passos de ninguém que às vezes ouço no corredor, quando estou sozinho em casa. As portas abrem-se por si, sempre que ela passa de um lado para o outro, indo do seu antigo quarto para a sala ou para a cozinha. (...) O meu pensamento comunica permanentemente com o dela. É a pensar que a vejo e ouço em mim e ao redor. O riso dobrado e cristalino como o das crianças. A suavidade dos seus dedos. A força anímica dos olhos postos em mim, quando aqui entro em estado de desânimo. (...) Não me sinto vigiado nem protegido. Trata-se tão-só da sua presença paralela à minha vida. Uma coisa é proteger, outra, muito distinta, é estar ela em mim tal e qual se encontre o meu estado de espírito. A minha solidão nos seus olhos solitários e condoídos. Ela a tentar espreitar-me quando me escondo na casa de banho e tranco a porta por dentro: sento-me no bordo da banheira e choro. Triste. Eu aflito da vida, sem a mínima ideia para a solução dos meus problemas, e ela a vir por trás, a pôr-me uma mão no ombro; essa mão a transmitir-me conforto e confiança na minha capacidade de resolver o assunto e ultrapassar o sofrimento. (...)
...Eu, por mim, quero-a sempre presente e ausente na minha vida, aqui em casa ou na rua. Senti-la por perto, esteja acordado ou rendido à paz merecida do meu sono. Saber que alguém está comigo, em mim, aqui e em qualquer parte, nos momentos delicados e difíceis da vida, nos meus breves sonhos - uma mãe tão leve como a asa de um passarinho embalado pela brisa alta da manhã.'
...'Quem nunca na vida se sentou num colo paterno, não conhece o misto de desgraça, espanto e euforia de um filho que sente nunca ter tido nos seus braços nada de tão concreto como um pai morto.(...)
Eu vergo-me ao peso daquele corpo rochoso (...) Trata-se da morte única e numerosa de um homem, do seu passado múltiplo. Com ele haviam morrido a terra, a casa, a família e todos os homens da aldeia. Há um excesso de peso e de morte neste corpo que ameaça esmagar-me e matar-me também. (...) Mas é a terra que exerce sobre ele uma força de gravidade sem limites, uma atracção não só telúrica, mas magnética, cósmica, creio que divina. Pois a terra fora a alma, os sentidos, a explicação da vida do meu pai.(...)
...A minha dor do meu pai não pode ser vista nem escutada. (...) Nenhum deles sabe onde mora a dor de um filho na morte do pai e do seu mundo.'
domingo, 21 de fevereiro de 2016
NPR; Carrie Rodriguez: 'Lola'
Foi através deste post no 'sound + vision', que fui até à National Public Radio.
Andei pela NPR e caí neste álbum, 'Lola', de Carrie Rodriguez, que saiu anteontem. Claro que está em reprodução constante desde que o descobri.
O álbum pode ser escutado na totalidade. Aconselho a leitura dos 'Termos de utilização' da NPR.
Andei pela NPR e caí neste álbum, 'Lola', de Carrie Rodriguez, que saiu anteontem. Claro que está em reprodução constante desde que o descobri.
O álbum pode ser escutado na totalidade. Aconselho a leitura dos 'Termos de utilização' da NPR.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Felicidade
No dia do meu aniversário, o Limite enviou-me um email muito simpático. Como estava a publicar os micro-contos, não interrompi a série. Assim, ficaram por publicar vários assuntos, como o meu dia de anos (em Outubro), a mudança de trabalho (finalmente para Lisboa, em Novembro) e o quarto aniversário do blogue (em Janeiro).
Fica aqui a imagem que o Limite anexou na sua mensagem e uma foto de agradecimento da Dalila tirada esta manhã,
Fica aqui a imagem que o Limite anexou na sua mensagem e uma foto de agradecimento da Dalila tirada esta manhã,
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
En attendant Bojangles
A propósito deste livro, que é um sucesso em França e que irá ser traduzido pela Guerra & Paz lá para Maio (notícia aqui), coloquei o sinalizador «para ler» no Goodreads e recomendei o livro ao Miguel. Não ficando atrás, o João também o sinalizou.
Eu prefiro o "Mr Bojangles" da Nina Simone, mas a versão da Nitty Gritty Dirt Band também não é má.
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